Mutirão nacional permite renegociar dívidas com bancos até 31 de março
Da Redação
Consumidores com dívidas em atraso com bancos e instituições financeiras têm até o dia 31 de março para renegociar os débitos com condições especiais oferecidas pelo Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira, promovido pela Federação Brasileira de Bancos.
Entre as condições oferecidas estão ampliação de prazos para pagamento, redução de taxas de juros, mudanças nas condições do contrato ou migração para modalidades de crédito mais baratas.
Podem ser negociadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e outros tipos de empréstimos em atraso com bancos ou financeiras. Não entram no mutirão débitos que tenham bens como garantia, caso de financiamentos de veículos, motos ou imóveis, nem dívidas já prescritas.
A renegociação pode ser feita diretamente pelos canais oficiais do banco credor ou por meio da plataforma Consumidor.gov.br, acessada com conta Gov.br nível prata ou ouro.
Para participar, o consumidor deve informar qual dívida deseja negociar e consultar as condições oferecidas pela instituição. Caso concorde com a proposta, é formalizado um acordo. Se não aceitar, é possível apresentar contrapropostas até chegar a um valor viável.
Consulta de dívidas
Na página da campanha também é possível acessar orientações sobre organização financeira e consultar pendências por meio do Registrato, sistema do Banco Central do Brasil que reúne informações sobre empréstimos e financiamentos registrados no nome do consumidor.
Segundo o diretor executivo de Cidadania Financeira da Febraban, Amaury Oliva, a iniciativa ajuda a reduzir a inadimplência e facilita a reorganização financeira das famílias. “O mutirão de negociação de dívidas auxilia o consumidor, contribui para a diminuição da inadimplência no país e fortalece a economia ao permitir que mais pessoas retornem ao mercado de consumo de forma sustentável. Essa iniciativa também estimula a cultura do diálogo e da transparência entre instituições financeiras e clientes, criando um ambiente mais saudável para negociações e prevenindo o superendividamento”, explicou.








