Na CPI do MST, comandante-geral da PM diz que ‘arma é para estar nas mãos de profissional da segurança pública’
Da Redação
O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Paulo Coutinho, foi um dos sabatinados ontem na CPI do MST. Questionado pelo deputado Ricardo Salles (PL-SP) sobre o uso de armas de fogo pelos proprietários de terra no estado, Coutinho se posicionou contra a medida. “Arma é para estar nas mãos do profissional de segurança pública.
Disse ainda que a existência de armas tem uma propensão para que sejam utilizadas com frequências. “A utilização dessa forma depende de quem tem a responsabilidade. Agora, eu defendo na condição de profissional de segurança pública, que a arma tem que estar nas mãos do profissional de segurança pública. Esse é o posicionamento de um profissional com 37 anos de serviço”, afirmou.
“Não faço qualquer ressalva a outros praticantes de tiro, CACs, etc. Mas defendo que a arma de fogo tem que estar na mão do agente de estado, porque nós temos que prover a segurança”, acrescentou.
Coutinho afirmou também que a Polícia Militar defende a pacificação. “Nós defendemos o profissional de Polícia Militar como verdadeiro pacificador social independente do nível de conflitos, ele vai estar presente, ali, para evitar que esse conflito aumente e muito menos que existam mortes. É uma posição nossa, a gente entende e respeita a dos demais, mas eu acredito que se essa deve ser a tônica”, concluiu.
“Invasões e não ocupações”
O coronel Paulo Coutinho foi questionado se considera “invasões” e “ocupações” a mesma coisa. Ele respondeu que não e disse que o que o MST promove são “invasões”. “Eu diria ao senhor que são invasões. Quando existe uma invasão, eu acho que tem que ter determinadas ações”, disse.
Secretário também foi sabatinado
Na mesma sessão, o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, também foi sabatinado. Ele ressaltou as responsabilidades dos poderes Legislativo e Judiciário, pedindo um endurecimento penal dos crimes dolosos contra a vida e uma atuação mais forte da Justiça.
“A gente vem trabalhando de forma integrada, não só com as forças de segurança, mas com a sociedade civil organizada. Por isso mesmo, fiz questão de receber todas as pessoas que me procuram; os municípios, que eu entendo que têm uma participação muito importante para o sistema de defesa social; e, lógico, o parlamento; no caso da Bahia, a Assembleia Legislativa; o Judiciário e o Ministério Público, porque os órgãos de persecução penal também têm que fazer parte desta mudança de paradigma da segurança pública”, disse Werner.









