terça-feira, 12 de maio de 2026

Na fuga pelo Paraguai, Silvinei apresentou documento alegando câncer no cérebro e incapacidade de falar

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Da Redação

O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, preso no aeroporto de Assunção, no Paraguai, apresentou às autoridades uma declaração em que afirmava ter câncer no cérebro e alegava não conseguir falar nem ouvir. O documento informava um suposto diagnóstico de glioblastoma multiforme em grau IV e dizia que ele precisava viajar para El Salvador para realizar tratamento médico especializado.

Silvinei foi detido ao tentar embarcar com um passaporte contendo identidade falsa, após ter rompido a tornozeleira eletrônica na madrugada do Natal. Ele havia sido condenado a 24 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. Na declaração apresentada no Paraguai, o ex-diretor da PRF sustentava que o deslocamento tinha finalidade exclusivamente médica.

Segundo informações da Polícia Federal enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, a fuga começou ainda na noite de 24 de dezembro, quando Silvinei deixou sua residência em São José, Santa Catarina. Imagens mostram que ele saiu do condomínio carregando um carro alugado, acompanhado de um cachorro, e não foi mais localizado. Equipes da Polícia Penal e da Polícia Federal foram ao local nas horas seguintes, mas já não encontraram o ex-policial. Com informações do G1.

26 de dezembro de 2025, 20:30

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