sábado, 13 de junho de 2026

Neto diz que arrastão da Quarta de Cinzas não afeta tradição católica

Foto: Divulgação

Thyara Araujo

O prefeito ACM Neto (DEM) usou suas redes sociais na tarde desta sexta-feira (13) para se manifestar sobre o Projeto de Lei (PL) 45/16, aprovado na Câmara de Vereadores, que defende o fim do arrastão da quarta-feira de cinzas do carnaval de Salvador. Para Neto, a festa que já é tradição há 24 anos “não ofende as tradições religiosas da capital baiana”.

O projeto foi votado na quarta-feira (11) e recebeu 38 votos a favor, 2 contra e 1 abstenção. O motivo seria a incompatibilidade com o início da quaresma, período que antecede a páscoa cristã.

O vereador Henrique Carballal (PV) defendeu o início da Quaresma como principal justificativa para pedir a antecipação do fim da festa. Segundo ele, o período de 40 dias que antecede a Páscoa tem início na Quarta-feira de Cinzas e, como é dedicado ao resguardo entre fiéis da Igreja Católica, seria necessário regulamentar a realização do que ele classificou como “eventos profanos”.

“O nosso país é oficialmente um estado laico e se por um lado essa laicidade pressupõe a não intervenção da Igreja no Estado, por outro implica em efetivo respeito à crença e costumes religiosos. Portanto, entendo que o carnaval não pode estar alheio a esse contexto e sua ocorrência deve se adequar às tradições religiosas”, escreveu Carballal em sua página no Facebook ao comemorar a aprovação.

Neto afirmou hoje, em suas redes sociais, que a situação deveria ter sido discutida entre prefeitura, sociedade e Conselho do Carnaval. Ele também afirmou que vai analisar o projeto, mas deu sinais de um possível veto, ao dizer que não vê conflito entre a manifestação popular e o respeito ao início da Quaresma.

O PL 45/16 prevê uma multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento da determinação por artistas, grupos musicais ou quem organizar o arrastão. De acordo com o texto, o dinheiro arrecadado servirá para conservar, recuperar e melhorar prédios religiosos do município.

13 de setembro de 2019, 17:39

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