Nível de escolaridade se torna obstáculo para nomeação de indicado do PSB para comando da Codeba
Da Redação
Além das negociações envolvendo a adesão do PP e do Republicanos à base do Palácio do Planalto, o nível de escolaridade também tem sido um empecilho para a nomeação de Antonio Carlos Tramm para a presidência da Companhia das Docas da Bahia (CBPM). Ele foi indicado ao posto pela deputada federal Lídice da Mata, coordenadora da bancada baiana no Congresso Nacional e presidente do PSB baiano. O nome segue na mesa do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, responsável pela articulação política do governo.
O cargo na Codeba exige nível superior, o que Tramm não tem. Procurado pelo Toda Bahia, o ex-presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) admitiu que a questão da escolaridade é um dos obstáculos para a nomeação. “Mas eu já apresentei uma defesa sólida sobre isso, demonstrando que tenho total condições e preparo técnico para exercer a função, caso seja chamado”, declarou.
A Codeba é ligada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, que tem como ministro Márcio França, do PSB. Entretanto, a pasta pode ser tirada da sigla para que a base do presidente Lula (PT) na Câmara seja ampliada – o Planalto negocia a adesão do PP e do Republicanos. Caso haja uma mudança na pasta, pode haver influência na distribuição dos cargos estaduais, o que inclui a companhia baiana.
Vale lembrar que, como antecipou o Toda Bahia, duas diretorias da Codeba já foram “fatiadas” para partidos aliados. A diretoria Empresarial e de Relação foi entregue ao ex-secretário de Cultura de Camaçari José Demétrius Silva Moura, indicado pela deputada federal Ivoneide Caetano (PT). Já a de Infraestrutura e Gestão Portuária ficou com o ex-diretor de Habitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur) Luiz Humberto Lisboa Castro, indicado pelo deputado federal Gabriel Nunes (PSD).
Os cargos de comando da Codeba são atraentes em função dos altos salários, que podem ultrapassar a casa dos R$110 mil.








