sexta-feira, 1 de maio de 2026

Nova fase de operação na Argentina derruba BTV e outros serviços de “gatonet” no Brasil

Foto: Divulgação

Da Redação

Uma onda de reclamações tomou conta das redes sociais e do ReclameAqui desde o fim de semana após a queda simultânea de diversos serviços de IPTV pirata — entre eles o BTV, um dos mais populares no Brasil. Usuários relatam que os aplicativos pararam repentinamente de funcionar, exibindo o erro 503, que indica indisponibilidade dos servidores. Mensagens como “BTV app parou e o site também não está ativo” e “BTV fora do ar com mensagem ‘service unavailable’” se multiplicaram.

A pane generalizada é resultado direto de uma operação conduzida pela Procuradoria Federal de Crimes Cibernéticos de San Isidro, na Argentina, entre sábado à noite e domingo pela manhã. A ação derrubou 22 plataformas usadas para transmitir conteúdo ilegalmente, em articulação com a Alianza, entidade que reúne empresas do setor audiovisual no combate à pirataria na América Latina. A ofensiva é uma continuação da operação que já havia retirado do ar diversos serviços de IPTV no Brasil no mês passado.

Segundo levantamento divulgado pelo G1, entre os sistemas afetados estão BTV, Red Play, Blue TV+ e Cine Duo. Somados, apenas BTV e Red Play concentram mais de 75% dos usuários brasileiros. A expectativa é que a operação atinja mais de 2 milhões de clientes entre Brasil e Argentina.

Até o momento, apresentam instabilidade ou foram desativados serviços como: ALA TV, Blue TV, Boto TV, Break TV, BTV App, BTV Live, Duna TV, Football Zone, Hot, Mega TV, MIX, NOSSA TV, ONPix, PLUSTV, Pulse TV, Red Box, RedPlay Live, Super TV Premium, Venga TV, Waka TV, WEIV e WeivTV – Nova.

Esta é a segunda grande onda de bloqueios com impacto direto no Brasil. A primeira ocorreu no início de novembro, semanas após uma operação em agosto que identificou em Buenos Aires o “centro de comando” responsável pela coordenação de parte das plataformas piratas. Segundo as investigações, a capital argentina funcionava como base de marketing e vendas, enquanto setores administrativos, financeiros e de TI operavam a partir da China. A ação teve apoio também da La Liga, responsável pelo campeonato espanhol.

De acordo com a Alianza, o grupo chegou a reunir 8 milhões de clientes no auge. Atualmente, somava 6,2 milhões de assinantes, sendo 4,6 milhões deles no Brasil. O faturamento anual estimado variava entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões — o equivalente a R$ 800 milhões a R$ 1 bilhão.

02 de dezembro de 2025, 08:30

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