Novas mensagens apontam que Lava Jato planejou buscar na Suíça provas contra Gilmar Mendes
Redação Toda Bahia
Novas mensagens atribuídas a procuradores da Lava Jato foram publicadas nesta terça-feira (6) pelo site El País, em parceria com The Intercept. Segundo a publicação, as mensagens mostrariam que os procuradores da força-tarefa fizeram um esforço de coleta de dados sobre o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o que é proibido.
Segundo a reportagem, liderados por Dallagnol, coordenador da força-tarefa, procuradores e assistentes planejaram acionar investigadores na Suíça para tentar reunir munição contra o ministro Gilmar Mendes. Vale ressltar que buscar apurar fatos ligados a um integrante de Corte superior não faz parte das atribuições do MPF.
Ainda de acordo com a reportagem, os investigadores estavam buscando ligações entre Gilmar Mendes e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, preso em Curitiba e apontado como operador financeiro do PSDB.
Impeachment
Em outro trecho da conversa divulgada, Dallagnol teria falado em pleitear o impedimento caso o ministro concedesse habeas corpus a Antonio Palocci, condenado na Lava Jato.
“Caros, estive pensando e se perdermos o HC do Palocci creio que temos que representar/pedir impeachment do GM”, escreveu Dellagnol. O site afirma que, para embasar o pedido, Dallagnol teria elencado declarações públicas do ministro contra a força-tarefa, “incoerência de votos”, “favorecimentos” e até seus antigos confrontos com o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, “só para dar força moral”.
O ministro Gilmar Mendes comentou as mensagens antes da sessão do Supremo desta terça-feira (6). “Eu tenho dito a vocês que essa é a maior crise que já se produziu no aparato judicial do Brasil desde a redemocratização. Isto atingiu tanto a PGR quanto a Justiça Federal. As duas instituições estão sendo muito comprometidas nesse episódio. Seja no jogo de combinação, pelas decisões malfeitas, má elaboração de peças, por essas atitudes criminosas. Então, essas instituições estão saindo muito mal”.








