Novo dono da Amil é amigo de Lula e já foi sacoleiro
Da Redação
Sacoleiro, feirante, escrivão de polícia, delator da Lava Jato, amigo do presidente Lula e de ministros do STF, maior doador individual para o Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições de 2022. Esse é o perfil de José Seripieri Júnior, que por R$ 11 bilhões se tornou o novo dono da Amil.
Júnior, como é mais conhecido, adquiriu sua fortuna, vendendo planos de saúde para filiados a entidades de classe, como Crea e OAB, depois da falência da Golden Cross, empresa onde trabalhava como vendedor nos anos 1990. Na infância e adolescência, tinha trabalhado como feirante e sacoleiro, buscando produtos no Paraguai para revender no Brasil.
O empresário ocupou as páginas policiais e de política em 2020, quando foi preso pela Lava Jato em decorrência da operação Paralelo 23, que investigou pagamentos de caixa dois à campanha de José Serra ao Senado, em 2014. Ele teria feito doações não contabilizadas de R$ 5 milhões.
Ele foi acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois. Ainda em 2020, teve um acordo de delação homologado pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, prevendo pagamento de R$ 200 milhões como ressarcimento aos cofres públicos. Os termos e detalhes do acordo seguem em sigilo até hoje, apesar de terem vazado informações de que implicariam nomes de peso da política como Renan Calheiros e Romero Jucá.
Em novembro de 2022, Júnior voltou ao noticiário após dar carona a Lula num jatinho particular até a COP-27, no Egito. A amizade entre os dois é forte. Seripieri visitou o atual presidente na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, quando o político esteve preso.
Lula, o hoje vice-presidente Geraldo Alckmin, José Serra e Fernando Haddad estiveram no casamento do empresário, em 2014. Atualmente, Júnior integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Lula, o chamado Conselhão.
A compra da Amil é considerada um recode numa transação envolvendo uma única pessoa física no país. A Amil é terceira maior operadora de planos de saúde no Brasil, com 5,4 milhões de usuários e uma rede com 31 hospitais e 28 centros médicos. Seripieri desembolsou R$ 2 bilhões líquidos para adquirir a operadora e ainda assumiu dívidas de R$ 9 bilhões.
As informações são da Gazeta do Povo.








