quarta-feira, 27 de maio de 2026

Operação Falsa Ordem mira grupo que aplicava golpes do “falso advogado” e movimentou R$ 4,2 milhões

Foto: Divulgação

Da Redação

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a Operação Falsa Ordem, voltada ao combate de uma organização criminosa especializada em estelionatos eletrônicos e fraudes virtuais. A ação ocorre simultaneamente em 10 cidades dos estados de São Paulo e Rio Grande do Norte, com cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Segundo as investigações, o grupo possuía atuação interestadual, com ramificações também identificadas nos estados do Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco.

Entre os crimes apurados está o golpe conhecido como “falso advogado”. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos acessavam informações reais de processos judiciais e entravam em contato com vítimas se passando por advogados ou representantes de escritórios de advocacia.

Para convencer os alvos, os criminosos utilizavam linguagem técnica, fotografias, nomes verdadeiros e documentos processuais legítimos. As vítimas eram induzidas a realizar transferências bancárias sob a justificativa de liberação de valores judiciais, pagamento de custas processuais ou desbloqueio de alvarás.

As investigações apontam ainda que um núcleo da organização atuava em furtos de cartões bancários durante grandes eventos nas capitais da Bahia, Pernambuco e Paraná. Em um dos métodos identificados, integrantes se passavam por ambulantes e, ao receberem os cartões para pagamentos em maquininhas, realizavam a troca por outros semelhantes sem que as vítimas percebessem.

Após os furtos, os cartões eram utilizados para compras de equipamentos eletrônicos, incluindo videogames, revendidos posteriormente em uma loja especializada em receptação em São Paulo.

Conforme a Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o grupo movimentou mais de R$ 4,2 milhões em operações financeiras ligadas às fraudes, evidenciando o alto grau de estruturação e capacidade operacional da organização criminosa.

27 de maio de 2026, 08:00

Compartilhe: