Oposição aposta em divisão da base de Temer para abrir processo
O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) acredita que a Câmara deve autorizar a investigação de Temer no STF e seu afastamento do cargo. Segundo Molon, o número de deputados a favor do prosseguimento da denúncia vai aumentar. “A base do governo está muito mais fragmentada [do que na votação da primeira denúncia] e o nosso desafio é que o número de deputados a favor da denúncia chegue aos 342 votos necessários”, afirmou Molon.
A Constituição prevê que o presidente da República só pode ser processado pelo STF, em acusação por crime comum, após autorização da Câmara, por no mínimo dois terços (342) dos 513 deputados.
A Constituição prevê que o presidente da República só pode ser processado pelo STF, em acusação por crime comum, após autorização da Câmara, por no mínimo dois terços (342) dos 513 deputados.
Em agosto, o Plenário da Câmara negou por 263 votos a autorização ao STF para processar Temer por crime de corrupção passiva.
Vice-líder da minoria, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) (foto) afirma que as provas contra Temer são bastante consistentes e acredita que a sociedade vai pressionar os parlamentares a votarem pela aceitação da denúncia.
“Vai ser uma vergonha um deputado, depois que ler a denúncia, votar para absolver Michel Temer. Vamos intensificar esse debate com a sociedade para que se amplie a pressão no sentido de que a denúncia seja acolhida”, disse.








