terça-feira, 23 de junho de 2026

Oposição aposta em divisão da base de Temer para abrir processo

Foto: Lucio Bernardo Júnior/Câmara dos Deputados

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) acredita que a Câmara deve autorizar a investigação de Temer no STF e seu afastamento do cargo. Segundo Molon, o número de deputados a favor do prosseguimento da denúncia vai aumentar. “A base do governo está muito mais fragmentada [do que na votação da primeira denúncia] e o nosso desafio é que o número de deputados a favor da denúncia chegue aos 342 votos necessários”, afirmou Molon.

A Constituição prevê que o presidente da República só pode ser processado pelo STF, em acusação por crime comum, após autorização da Câmara, por no mínimo dois terços (342) dos 513 deputados.

A Constituição prevê que o presidente da República só pode ser processado pelo STF, em acusação por crime comum, após autorização da Câmara, por no mínimo dois terços (342) dos 513 deputados.

Em agosto, o Plenário da Câmara negou por 263 votos a autorização ao STF para processar Temer por crime de corrupção passiva.

Vice-líder da minoria, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) (foto) afirma que as provas contra Temer são bastante consistentes e acredita que a sociedade vai pressionar os parlamentares a votarem pela aceitação da denúncia.

“Vai ser uma vergonha um deputado, depois que ler a denúncia, votar para absolver Michel Temer. Vamos intensificar esse debate com a sociedade para que se amplie a pressão no sentido de que a denúncia seja acolhida”, disse.

24 de setembro de 2017, 09:08

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