quinta-feira, 7 de maio de 2026

Papa Francisco critica ideologia de gênero e recomenda livro de ficção sobre o Anticristo

Foto: Reprodução

Da Redação

O papa Francisco fez um alerta, nesta sexta-feira (1°/3), sobre o que chamou de perigos da teoria de gênero, a qual chamou de “ideologia feia” que ameaça a humanidade. Segundo o chefe supremo da igreja católica, ele mesmo havia encomendado estudos sobre o assunto.

Durante uma conferência no Vaticano sobre a evolução do papel de homens e mulheres segundo os ensinamentos cristãos, Francisco afirmou aos participantes que “teoria de gênero” é uma ameaça, devido a uma suposta busca de apagar a diferença entre os sexos.

A teoria de gênero, chamada também de ideologia de gênero por seus críticos, sugere que o gênero é mais complexo e fluido do que os sexos feminino e masculino, e que depende de mais do que apenas as características sexuais visíveis.

“Eu pedi que fossem realizados estudos sobre essa ideologia feia de nossos tempos, que anula as diferenças e torna tudo igual. Anular as diferenças significa anular a humanidade”, disse o papa Francisco.

Livro – Em discurso no Vaticano, no qual fez alertas sobre o que chamou de perigos da teoria de gênero, o papa Francisco citou um livro publicado em 1907 como exemplo dos riscos que, segundo ele, a sociedade vive atualmente.

Trata-se de um romance de ficção científica escrito por Robert Hugh Benson, um escritor e padre católico, que descreve um mundo governado pelo Anticristo, no qual as religiões e as diferenciações entre as pessoas foram proibidas e a “paz” é mantida por meio de uma perseguição implacável.

O livro citado pelo papa Francisco – e que também já foi recomendado pelo pontífice Bento 16 – tem uma versão em português, da editora Avis Rara: “O Senhor do Mundo”. A obra pode ser encontrada nas principais livrarias e pela internet.

Trata-se de uma ficção distópica na qual as diferenças individuais foram eliminadas pelo governo ditatorial em busca de uma paz vigiada. Quem se opõem ou mesmo os pobres são exterminados numa espécie de eutanásia coletiva e uma “religião da natureza” dita as regras.

As religiões tradicionais, no mundo descrito no romance, foram proibidas em nome da racionalidade, do progresso, do desenvolvimento pleno do homem.

“Leiam, se tiverem tempo, porque ele [o livro] fala desses problemas de hoje”, disse o papa Francisco, nesta sexta-feira (1º/3). “Anular as diferenças significa anular a humanidade”, alegou ainda o chefe da Igreja Católica.

01 de março de 2024, 18:30

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