Paralisação na obra da BYD chega ao 4º dia; trabalhadores denunciam estrutura precária
Da Redação
As obras da futura fábrica da BYD em Camaçari (RMS) seguem paradas pelo quarto dia consecutivo. Cerca de 2 mil operários, contratados por empresas terceirizadas, suspenderam as atividades na sexta-feira (5) e mantêm uma lista de queixas que inclui falta de infraestrutura básica, transporte insuficiente e número reduzido de banheiros no canteiro.
A mobilização começou na terça-feira (2) com um ato em frente ao complexo, que chegou a comprometer o tráfego na BA-530, via que dá acesso ao Polo Industrial. Desde então, nenhum avanço foi registrado no cronograma da obra.
Representantes dos trabalhadores afirmam que a pauta será discutida em reunião com as empresas na segunda-feira (8). Até lá, as atividades permanecerão suspensas. “Esses trabalhadores estão há um ano na construção da estrutura da fábrica da BYD enfrentando condições degradantes de trabalho. São cerca de seis banheiros para 2 mil funcionários. Eles não têm um vestiário com chuveiros para tomar banho depois do trabalho e só consomem água quente nos bebedouros”, afirmou Aroldo Félix, da coordenação nacional do Movimento Luta de Classes (MLC), ao Correio.
Segundo o jornal, vídeos gravados pelos operários mostram sanitários químicos em condições críticas, com sujidade acumulada, presença de moscas e ausência de limpeza. Há também reclamações sobre a distância a ser percorrida para registrar o ponto: os funcionários relatam caminhar quase dois quilômetros até o equipamento.
Os trabalhadores pedem adicional de insalubridade de 30%, auxílio-alimentação e transporte, instalação de novos bebedouros, construção de banheiros adequados e o cumprimento do piso salarial de R$ 2.658.








