Cinco das maiores capitais do país iniciam 2026 com reajustes nas tarifas do transporte público acima da inflação acumulada de 2025, estimada em 4,46%. Os aumentos variam entre 6% e 20%, pressionando o orçamento dos usuários logo no começo do ano.
O maior reajuste foi registrado em Fortaleza, onde a passagem passou de R$ 4,50 para R$ 5,40, um aumento de 20%, conforme anunciou a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor).
Em São Paulo, o reajuste foi o menor entre as capitais analisadas. A tarifa de ônibus subiu de R$ 5,00 para R$ 5,30, o que representa um aumento de 6%. Já no Rio de Janeiro, a passagem foi reajustada em 6,38%, passando de R$ 4,70 para R$ 5,00.
No Sudeste, Belo Horizonte também registrou aumento significativo. As linhas diametrais, radiais, troncais, perimetrais e semi-expressas tiveram a tarifa elevada de R$ 5,75 para R$ 6,25, um acréscimo de 8,6%. Nas linhas circulares e alimentadoras, o valor subiu de R$ 5,50 para R$ 6,00, alta próxima de 9%.
Na região Sul, Florianópolis adotou um reajuste médio de 8%, com variações conforme a forma de pagamento. Para quem paga via QR Code Pix ou em dinheiro, a tarifa aumentou 11,5%, passando de R$ 6,90 para R$ 7,70. Já os usuários do Cartão Cidadão tiveram reajuste de 7,8%, com a passagem indo de R$ 5,75 para R$ 6,20.
Em Salvador, ainda não há definição sobre o novo valor da tarifa, mas o prefeito Bruno Reis (União Brasil) já confirmou que haverá reajuste. Segundo ele, a passagem paga pelo usuário é de R$ 5,60, enquanto a tarifa técnica que sustenta o sistema chega a R$ 6,19, o que faz com que a prefeitura subsidie R$ 0,59 por passageiro transportado.