sábado, 13 de junho de 2026

Perda de olfato causada pelo coronavírus pode ser permanente, aponta estudo

Foto: Agência Brasil

Da Redação

Cerca de 5% das pessoas que tiveram perda de olfato causada pelo coronavírus não recuperaram a capacidade de sentir os cheiros mesmo depois de dois meses e meio do início do sintoma.

Os dados preliminares, divulgados hoje (4) pela Folha de S.Paulo, são de uma pesquisa em andamento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-USP) que contou com a participação de mais de 650 pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Para os pesquisadores, os resultados indicam que uma perda de olfato permanente não está descartada, embora as chances sejam pequenas. Os especialistas também alertam que rapidez para procurar ajuda médica pode evitar o dano definitivo.

Segundo Deusdedit Brandão, otorrinolaringologista e pesquisador no Departamento de Otorrinolaringologia do HC que participou do estudo, os cientistas acompanham desde abril pacientes que tiveram a Covid-19 confirmada pelo exame do tipo PCR, que detecta a presença do vírus no corpo.

Entre os pacientes ouvidos, cerca de 80% afirmaram ter perda parcial ou total do olfato —também conhecida como anosmia—, e 76% disseram ter perdido o paladar, manifestação que está relacionada à anosmia.

Ainda de acordo com a Folha, depois de dois meses e meio do primeiro contato, os pesquisadores conseguiram encontrar novamente cerca de 140 dos participantes que tiveram a anosmia. Mais de 95% desses ex-pacientes contaram que a capacidade de sentir cheiros havia voltado totalmente ou, pelo menos, parcialmente. Mas quase 5% dessas pessoas afirmaram que o sintoma permaneceu.

Brandão afirma que os resultados já foram submetidos para publicação e aguardam revisão de outros cientistas.

04 de agosto de 2020, 14:00

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