Perícia particular aponta possível homicídio na morte de PC Siqueira e leva a nova análise
Da Redação
Uma nova perícia contratada pela família do influenciador PC Siqueira indica que ele pode ter sido vítima de homicídio dentro do apartamento onde morava, na Zona Sul de São Paulo. O youtuber foi encontrado morto em 27 de dezembro de 2023, aos 37 anos.
O laudo particular, elaborado em março de 2026, contesta conclusões anteriores do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC), que apontaram, em 2025, suicídio por enforcamento com uma cinta.
Segundo o novo parecer, a causa da morte teria sido asfixia provocada por um fio fino, semelhante a um cabo de fones de ouvido. O perito responsável afirma que as marcas no pescoço são incompatíveis com o uso de uma cinta mais larga, como indicaram as investigações oficiais, e compatíveis com um fio preto encontrado no apartamento e posteriormente entregue à polícia pelos advogados da família.
Diante das divergências, o Ministério Público solicitou uma nova análise. A Polícia Civil deve encaminhar o fio para perícia oficial, que irá comparar o material com os ferimentos registrados à época. Como o corpo não pode mais ser examinado, a avaliação será baseada em registros fotográficos da perícia inicial.
O caso segue em investigação. No fim de 2025, a Justiça determinou a continuidade do inquérito após o Ministério Público apontar inconsistências nos laudos e contradições em depoimentos. Entre as hipóteses apuradas estão incentivo ao suicídio, homicídio disfarçado ou omissão de socorro.
A ex-namorada do influenciador, Maria Luiza Lopes Watanabe, foi ouvida como testemunha e afirmou ter tentado socorrê-lo. Uma vizinha relatou ter encontrado o influenciador e cortado a cinta para tentar reanimá-lo. Em janeiro de 2026, a polícia realizou reconstituição no imóvel, no bairro do Campo Belo, e promoveu acareação entre testemunhas para esclarecer divergências.
A defesa de Maria Luiza afirmou, em nota, que acompanha a investigação com tranquilidade e confia na apuração das autoridades, ressaltando que o inquérito tramita sob sigilo.








