Pesquisa aponta empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo e indica possibilidade de decisão no 1º turno
Da redação
Levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (29) mostra empate técnico entre ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) na corrida pelo governo da Bahia e indica alta probabilidade de definição da eleição já no primeiro turno, especialmente à luz dos dados da pesquisa espontânea e do nível de decisão do eleitorado.
No primeiro cenário estimulado, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, contra 37% de Jerônimo. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. No segundo cenário, com menos candidatos, Neto mantém 41% e Jerônimo registra 36%, repetindo a condição de empate técnico.
0 cenário é de forte polarização, com tendência de desfecho antecipado. A leitura é reforçada pelo grau de consolidação do voto: 55% dos eleitores de ACM Neto dizem estar decididos, enquanto entre os eleitores de Jerônimo o índice chega a 58%, indicando baixa propensão à mudança ao longo da campanha.
Na pesquisa espontânea — quando os nomes não são apresentados ao entrevistado — o desempenho dos principais candidatos também sugere concentração de votos, o que reduz o espaço para crescimento de terceiros e amplia a chance de vitória ainda na primeira etapa da eleição.
Nos cenários testados, os demais pré-candidatos aparecem com baixa pontuação. Ronaldo Mansur (PSOL) tem 1%, enquanto José Estevão (DC) não pontua. Indecisos variam entre 11% e 14%, e votos brancos, nulos ou abstenções ficam entre 8% e 10%.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de abril. O nível de confiança é de 95%.
Segundo turno segue indefinido
Na simulação de segundo turno, ACM Neto tem 41% contra 38% de Jerônimo Rodrigues, também em situação de empate técnico. Indecisos somam 12%.
De acordo com a Quaest, a leve vantagem numérica de Neto está associada a menor rejeição (32% contra 42% de Jerônimo) e maior potencial de voto (52% contra 45%).
Cenário político
O levantamento também aponta que 47% dos eleitores preferem um governador aliado ao presidente Lula (PT), enquanto 15% optariam por um nome ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 33% defendem um candidato independente.








