PF aponta uso de crédito antigo como base para suposta inflação de balanço no Digimais
Da Redação
A Polícia Federal acusa o banco Banco Digimais de ter usado direitos creditórios originados em processos que remontam a 1942 para inflar artificialmente seus balanços em cerca de R$ 670 milhões. Segundo a investigação, esses ativos estariam ligados a uma antiga disputa judicial envolvendo indenizações relacionadas à criação da Vale do Rio Doce, hoje Vale. A informação é do Metrópoles.
De acordo com a PF, o banco teria adquirido partes desses créditos por valores relativamente baixos e, em seguida, reavaliado os mesmos ativos em valores até nove vezes maiores dentro de fundos de investimento do próprio grupo. Essas reavaliações teriam elevado artificialmente o patrimônio declarado da instituição, o que teria impacto direto na captação de recursos no mercado financeiro.
A investigação também aponta que o Banco Central determinou a reversão dessas reavaliações, por considerar os critérios inconsistentes, e que o banco teria buscado alternativas para manter os valores inflados em seus balanços. O caso é tratado como parte de um esquema mais amplo envolvendo estruturas financeiras complexas e questionamentos sobre a real existência e liquidez dos ativos registrados.








