PF obtém mensagens que mostram pressão da Americanas para bancos mudarem informações prestadas a auditorias
Da Redação
Funcionários dos bancos Itaú e Santander foram cooptados pelos executivos da Americanas para adulterar documentos enviados a auditorias externas que analisavam as contas da empresa. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, é o que apontam mensagens coletadas pela Polícia Federal.
De acordo com a Folha, o material é um dos elementos da atuação da diretoria da empresa na fraude contábil que resultou no rombo de R$ 25,2 bilhões utilizados pela PF para deflagrar a operação Disclosure na quinta-feira (27), que teve como alvo os executivos da varejista.
As mensagens mostram a pressão feita para que funcionários das duas instituições deixassem de fora o termo “risco sacado” das cartas enviadas para auditorias externas. O risco sacado é uma operação entre varejistas e bancos, que emprestam dinheiro para que as empresas paguem os fornecedores.
Ainda segundo a reportagem da Folha, a Americanas utilizava o recurso para ter fluxo de caixa condizente com o que afirmava ter em seus balanços fraudados. No entanto, dívida de risco sacado não foi incluída no balanço.
As cartas enviadas pelo Itaú e pelo Santander para as auditorias eram discutidas antes com a Americanas, que tentava encontrar formas de tirar o termo “risco sacado” do documento. Como a operação não constava no balanço oficial da empresa, a sua menção poderia levar as auditorias a descobrirem a fraude.
O Itaú e o Santander negaram qualquer participação na fraude da Americanas.








