PM fecha acesso à Esplanada após decisão de Moraes contra Bolsonaro
Da Redação
A Polícia Militar do Distrito Federal reforçou a segurança e interditou o acesso à Esplanada dos Ministérios e à Praça dos Três Poderes, em Brasília, na noite de segunda-feira (4), após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Segundo informações do jornal Estadão, o bloqueio foi adotado preventivamente, após apoiadores de Bolsonaro convocarem um “buzinaço” em protesto contra a decisão judicial. A medida teve como objetivo impedir que manifestantes se aproximassem do STF e das sedes dos demais poderes da República.
Proibição de novos acampamentos
A movimentação ocorre poucos dias após o ministro Moraes determinar, no último dia 26, a retirada do deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) de um acampamento montado na Praça dos Três Poderes. Na ocasião, o parlamentar havia iniciado um protesto solitário, em greve de silêncio, em apoio ao ex-presidente.
Ainda conforme o Estadão, o ministro assinou um aditivo à decisão judicial, proibindo a instalação de novos acampamentos em um raio de um quilômetro da Praça dos Três Poderes, da Esplanada e até mesmo de quartéis das Forças Armadas. A medida, segundo Moraes, visa evitar episódios semelhantes aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Carreata e palavras de ordem
Com o bloqueio ao centro do poder em Brasília, os apoiadores de Bolsonaro seguiram em carreata de carros e motos, escoltados por viaturas da PM, em direção ao condomínio onde o ex-presidente reside. Durante o trajeto, os manifestantes entoaram gritos como “Fora, Xandão” e “Fora, Moraes”.
O deputado Zé Trovão (PL-SC), um dos participantes da mobilização, classificou a decisão de Moraes como mais um abuso. “Mais uma arbitrariedade. Esse cara quer tocar fogo no País. Esse cara quer destruir a democracia brasileira. O povo vai fechar o Brasil”, declarou ao Estadão. Questionado sobre o destino da carreata, o parlamentar confirmou: “Nós vamos até a frente do condomínio do presidente.”








