quinta-feira, 30 de abril de 2026

Polícia prende técnicos de enfermagem por suspeita de mortes em UTI de hospital

Foto: Divulgação

Da Redação

Três técnicos de enfermagem foram presos sob suspeita de envolvimento em três homicídios ocorridos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os casos aconteceram entre novembro e dezembro do ano passado, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal.

De acordo com as investigações, um dos suspeitos, de 24 anos, é apontado como o principal responsável pelas mortes. Em entrevista coletiva, o delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), afirmou que o técnico teria escondido um medicamento no jaleco para aplicá-lo em pacientes internados na UTI. Fora dos protocolos médicos, a substância pode provocar parada cardíaca em poucos minutos.

Além dele, outras duas técnicas de enfermagem, de 22 e 28 anos, também são investigadas. A polícia ainda não identificou a motivação dos crimes. Conforme apurado, o medicamento foi administrado em três pacientes específicos, dois no dia 19 de novembro e outro em 1º de dezembro.

As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, 63, servidor da Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto (Caesb); Marcos Moreira, 33, funcionário dos Correios; e uma professora aposentada de 75 anos, cuja identidade não foi divulgada.

Apuração em andamento

Após os episódios, a Polícia Civil do Distrito Federal passou a analisar ao menos 20 laudos de mortes registradas em hospitais do DF, segundo informações do portal Metrópoles. As prisões ocorreram no último dia 11, quando também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás.

Em nota, o Hospital Anchieta informou que instaurou um comitê interno ao identificar situações atípicas relacionadas aos óbitos na UTI e que, a partir da apuração interna, solicitou a abertura de inquérito policial.

“Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes”, diz o hospital, em nota.

19 de janeiro de 2026, 15:18

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