sexta-feira, 8 de maio de 2026

Prates diz que Petrobras busca solução para empregados do NE após as privatizações

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Da Redação

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, garantiu que os empregados da empresa da região Nordeste não sofrerão impacto após a venda do Polo Potiguar, no Rio Grande do Norte, que foi negociada no governo de Jair Bolsonaro.

A compra foi concluída no dia 7 pela empresa 3R, que adquiriu o o Polo Potiguar por US$ 1 bilhão, enquanto o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adiou o julgamento da venda da refinaria Lubnor, no Ceará, para a Grepar Participações.

Nas redes sociais, Prates afirmou que “a Petrobras fica no Ceará, a Petrobras fica no Rio Grande do Norte, a Petrobras fica no Nordeste”, reforçando que a empresa está buscando soluções para alocar os empregados da região, tanto na área operacional como administrativa, após as privatizações.

“Já podemos assegurar que parte do nosso contingente local não vai ter nenhum impacto, permanecendo no Rio Grande do Norte. Estamos prevendo a abertura de vagas administrativas em Natal e em vagas offshore para quem quiser trabalhar embarcado”, disse o presidente da estatal.

As duas vendas em questão faziam parte do programa de privatizações do governo Bolsonaro, que já foi suspenso pela atual gestão, mas que teve os contratos já assinados respeitados.

Prates informou que a empresa estuda oportunidades em terra, águas rasas e em refinarias no Nordeste, local em que o governo anterior concentrou as vendas de ativos da empresa. Ele afirmou ainda que o Nordeste terá um papel de destaque no futuro da Petrobras, que na nova gestão deu a partida para a transição energética e anunciou planos de investir em energias renováveis, provavelmente em eólicas offshore, devido à proximidade da atividade com a exploração e produção de petróleo e gás no mar pela estatal.

Segundo Prates, a área de Recursos Humanos pensa um novo modelo de trabalho na Petrobras, com o objetivo de ocupar os prédios da estatal, que foram sendo esvaziados pela privatização promovida na gestão anterior.

12 de junho de 2023, 08:55

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