terça-feira, 23 de junho de 2026

Prefeitura do interior baiano aciona a Justiça para impedir fechamento de agência do Bradesco

Foto: Divulgação

Da Redação

A prefeitura de Caldeirão Grande, no centro-norte da Bahia, ingressou com uma ação civil pública contra o Bradesco para tentar impedir o fechamento da única agência do banco no município, que tem cerca de 13 mil habitantes. O encerramento das atividades está previsto para o dia 21 de novembro.

O posto de atendimento, localizado na Praça Edgar Pereira, no centro da cidade, é o único da instituição bancária em funcionamento. Na ação, protocolada no último dia 17, a administração municipal pede uma decisão liminar urgente para manter o serviço ou obrigar o banco a instalar uma unidade avançada, que garanta ao menos os serviços bancários essenciais.

“A rede de correspondentes Bradesco Expresso, embora presente em seis estabelecimentos comerciais, não oferece a amplitude de serviços de uma agência bancária completa. Operações de crédito de maior porte, investimentos, atendimento a situações complexas e aconselhamento financeiro exigem a estrutura e a expertise de uma agência bancária, com gerentes e equipe especializada”, diz trecho da ação à qual o Correio teve acesso.

O Bradesco ainda não se manifestou sobre os motivos que levaram à decisão de encerrar o atendimento no município.

O procurador-geral do município, Rafael Guirra, afirma que o fechamento da agência deve impactar diretamente o comércio local e a rotina da população. A unidade mais próxima fica na cidade de Saúde, a cerca de 20 quilômetros de distância.

A prefeitura alega ainda que o encerramento foi comunicado sem diálogo prévio com o poder público e que a população foi informada apenas por um aviso fixado na porta da agência, o que segue o mesmo padrão observado em outras cidades baianas.

O caso de Caldeirão Grande se soma a uma lista de municípios que tentam barrar o fechamento de unidades do Bradesco no estado — como Chorrochó, Palmeiras e Ubatã. Em Chorrochó, uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou que o banco mantenha o funcionamento do posto local.

A situação é considerada ainda mais grave pela gestão municipal porque o Bradesco é responsável pela folha de pagamento de cerca de 1,3 mil servidores públicos. O contrato, que vigorou por cinco anos, foi encerrado recentemente.

28 de outubro de 2025, 16:02

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