Professores de universidades estaduais paralisam atividades por 24h
Da Redação
Docentes das universidades estaduais da Bahia (Ueba) paralisaram as atividades acadêmicas por 24 horas nesta segunda-feira (19). A categoria reivindica uma recomposição salarial e denuncia a desvalorização das instituições.
Hoje, às 14h30, ocorrerá em Salvador uma nova reunião da mesa de negociação entre representantes do Executivo e das e dos docentes, na Secretaria da Educação do estado. Cerca de 50 mil alunos estão sem aulas.
Na última reunião, o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) propôs um reajuste salarial para os próximos três anos, que incluía o pagamento da inflação do ano anterior, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais um adicional de 1% ao ano, a ser pago na data-base da categoria (janeiro).
Estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que as perdas salariais da categoria, motivadas pela inflação anual, chegam a quase 35%. A categoria docente, apesar de reconhecer o avanço na negociação, rejeitou a proposta em assembleias realizadas nas quatro universidades baianas.
As mobilizações já tiveram início na sexta-feira (16) na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Com panfletagem, faixas e carro de som, a atividade teve como objetivo informar a comunidade acadêmica sobre a paralisação docente, ddes segunda, e a manifestação que será realizada em frente a universidade e as pautas do movimento.
Contraproposta
Diante da proposta apresentada pelo governo estadual, a nova contraproposta de reajuste do Fórum das ADs, que reúne as seções sindicais do Sindicato Nacional nas quatro universidades estaduais da Bahia – Aduneb SSind., Adusb SSind., Adusc SSind. e Adufs-BA SSind -, é o índice da inflação do ano anterior, com base nos índices do IPCA, mais 4,5% de recomposição salarial, a ser pago em 1º de janeiro, pelos próximos três anos. A proposição foi elaborada tendo como parâmetro os ganhos reais conquistados pela categoria no governo Jaques Wagner, também do PT.
Além da questão salarial, as professoras e os professores das Ueba também reivindicam a resolução para questões como as filas paradas de promoções e progressões, a implantação das dedicações exclusivas remanescentes e o final da lista tríplice para a escolha de reitoras e reitores.
Indicativo de greve
Atualmente, docentes das universidades estaduais estão com indicativo de greve aprovado. Esta decisão preliminar, tomada pela categoria, sinaliza a possibilidade de iniciar uma greve se as negociações com o governo do estado não avançarem.








