quarta-feira, 13 de maio de 2026

Queiroga diz que Ministério da Saúde vai suspender contrato da Covaxin

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Da Redação

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decidiu nesta terça-feira (29) suspender a negociação de compra de vacinas contra a Covid-19 com a Covaxin, intermediada pela farmacêutica brasileira Precisa Medicamentos. A decisão ocorre depois das acusações polêmicas feitas na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado, envolvendo o contrato para a compra da vacina indiana.

“Não é mais oportuno importar as vacinas neste momento”, disse o ministro à CNN Brasil.

Assinado em fevereiro deste ano pelo governo brasileiro, o contrato para a aquisição da vacina Covaxin previa a importação de 20 milhões de doses do imunizante, desenvolvido pela Bharat Biotech.

Porém, as doses nunca chegaram a ser enviadas ao Brasil, devido às seguidas negativas de pedidos de importação do imunizante por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A justificativa da agência é de que os pedidos não atendiam aos critérios técnicos.

Nos últimos dias, a vacina motivo de polêmica, por meio do depoimento de Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor da área de importação do Ministério da Saúde, ao Ministério Público. Ele apontou irregularidades no contrato de aquisição dos imunizantes e disse ter sofrido “pressão atípica” para acelerar os trâmites da Covaxin dentro da pasta.

A partir das informações veiculadas por Miranda, a negociação entre o governo federal e a Precisa Medicamentos entrou na pauta da CPI da Pandemia, no Senado.

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