sexta-feira, 24 de abril de 2026

Rapidinhas: A saída honrosa de Rosemberg, o abandono de Otto, o candidato dos Vieira Lima e a fatura do Republicanos

Foto: Divulgação Alba

Da Redação

Reunião de cúpula

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) vai se reunir no início da noite desta terça (28) com o presidente da Assembleia, Adolfo Menezes, e o líder do governo, Rosemberg Pinto (PT), para tratar da eleição da Mesa Diretora da Casa, marcada para a próxima segunda (03). O objetivo é fechar um entendimento em torno da 1ª vice-presidência e evitar um bate-chapa entre Rosemberg e o deputado Angelo Coronel Filho (PSD), o que racharia a base aliada. Para tanto, o senador Angelo Coronel (PSD), maior entusiasta da candidatura do herdeiro, quer uma mudança no regimento do Legislativo baiano para que o vice seja obrigado a convocar uma nova eleição se a presidência ficar vaga.

Enquadrada no líder

Jerônimo, Adolfo e Rosemberg devem definir na reunião o prazo para convocação da nova eleição se o presidente cair por decisão judicial. A família Coronel fala em 24 horas, enquanto o petista defende 60 dias, tempo que, em tese, seria suficiente para se viabilizar como sucessor no cargo. O governador deve “enquadrar” o líder do governo, pois é avalista de um acordo firmado pelo presidente da Assembleia com o deputado federal Diego Coronel e o senador Jaques Wagner (PT) de que o comando da Casa deve permanecer com o PSD, mesmo se Adolfo cair.

Votação remota

Segundo apurou a coluna, Rosemberg Pinto deve dizer no encontro com o governador que, apesar de estar chateado com a situação, é um político de grupo, e que, pensando na acomodação para 2026, não vai criar empecilhos para a mudança no regimento da Assembleia. O petista pode, inclusive, desistir de concorrer ao cargo de vice-presidente. Resta saber qual será o futuro dele, visto que ficou fragilizado entre os pares. A sessão extraordinária para a votação da alteração deve ser realizada na quinta-feira (30), e é provável que ocorra de forma remota, como forma de garantir quórum.

Acordo negado

Angelo Coronel nega veementemente que tenha feito um acordo com o governo envolvendo a Assembleia e as eleições de 2026. Segundo informações que circularam ontem (27) entre os deputados estaduais, o senador estaria disposto a abrir mão da reeleição em 2026 se o filho assumir a presidência da Assembleia, em uma nova eleição, caso Adolfo Menezes seja impedido pelo Supremo de seguir no posto. “Essa conversa nunca ocorreu. Nunca tratei disso com o governador”, declarou à coluna.

Aposentadoria suspensa

O deputado federal licenciado e atual secretário estadual de Infraestrutura Sérgio Brito (PSD) avisou a prefeitos e lideranças no interior que será candidato à reeleição. Ele vivia a expectativa de se aposentar da política e ir para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) em junho, na vaga aberta com a aposentadoria do conselheiro Antonio Honorato. Mas o senador Otto Alencar (PSD) decidiu mudar os planos em acordo com Jerônimo, e quer agora que a cadeira fique com o herdeiro e deputado federal Otto Filho (PSD). Brito agora vai precisar da ajuda do senador para se reeleger, pois alguns prefeitos ligados a ele já haviam firmado parcerias com outros parlamentares.

Abandonado por Otto

Sem o apoio de Otto Alencar, vem perdendo força a candidatura do prefeito de Ituaçu, Phellipe Brito (PSD), ao comando da União dos Municípios da Bahia (UPB). Publicamente, no entanto, o pessedista não fala em desistência para apoiar o adversário Wilson Cardoso (PSB), gestor de Andaraí. Mas ele tem se queixado a pessoas próximas da postura passiva de Otto na disputa. Recentemente, inclusive, o senador posou para fotos ao lado de Wilson no aniversário do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), o que deixou Phellipe chateado.

Apoio tímido

Entre os caciques do PSD, partido que tem o maior número de prefeitos da Bahia (115), o que poderia ser uma vantagem para o candidato da legenda à presidência da UPB, apenas o senador Angelo Coronel tem feito campanha pra Phellipe. Entretanto, pede votos de forma tímida, pois não quer desagradar ninguém na árdua tarefa de tentar se manter na chapa de Jerônimo em 2026. Além de Wilson Cardoso ter já o apoio da maioria dos gestores municipais, também é o favorito do governador.

Largou cedo

O ex-prefeito de Euclides da Cunha Luciano Pinheiro (PDT) não perdeu tempo e já iniciou as andanças pela região nordeste da Bahia costurando o apoio de lideranças para concorrer a uma cadeira na Assembleia em 2026. Além disso, o pedetista também articula acordos com cabos eleitorais em Salvador, principalmente de suplentes na Câmara Municipal. Pinheiro é uma das apostas do deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) para o crescimento do ninho pedetista no plano estadual, a exemplo do que ocorreu em 2024 na capital, quando a sigla elegeu quatro vereadores. Somente na região de Euclides da Cunha, a expectativa é que o ex-gestor tenha mais de 20 mil votos.

Aposta dos Vieira Lima

Já no MDB, uma das apostas para 2026 mirando a Câmara Federal é o presidente estadual do partido, Jayme Vieira Lima, sobrinho dos irmãos Vieira Lima. Geddel e Lúcio pretendem montar uma “nominata” (lista de candidatos) com potencial para eleger ao menos dois deputados federais, já que a primeira vaga deve ficar com Ricardo Maia, hoje o único representante da legenda na Câmara. Jayme é o atual presidente da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb).

Fatura alta

O Republicanos quer ampliar o espaço na Prefeitura de Salvador no segundo governo de Bruno Reis (União). Além das secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e de Manutenção (Seman), o partido reivindica ainda o comando de diretorias nas duas pastas. Uma delas é a de Manutenção e Infraestrutura da Seman, hoje capitaneada por Luciano Sandes, que deve deixar o cargo para exercer exclusivamente o comando da Secretaria de Geral de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro – ele acumula as duas funções desde o início de 2023.

28 de janeiro de 2025, 15:15

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