segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Rapidinhas: e Roberta vai a Brasília?

Foto: Reprodução

Davi Lemos

A sucessora

Roberta Roma, esposa do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), tem intensificado as articulações para ser a sucessora do marido, caso o mesmo decida abrir mão de disputar novamente o cargo de deputado federal para concorrer a governador em 2022. No sábado passado, ela foi uma das “estrelas” de uma carreata organizada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Santo Antônio de Jesus. “Quando chamadas à luta, elas não se furtam a esse papel”, disse Roberta Roma numa entrevista que concedeu antes da carreata, ao responder sobre o papel das mulheres na política.

Bajuladora?

Nas redes sociais, em uma postagem recente, Roberta Roma publicou uma foto ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, liderança que terá papel decisivo sobre as pretensões do ministro Roma, de ser candidato a governador pela legenda. Nos corredores da política baiana há quem diga, no entanto, que Pereira, considerado um homem de palavra, está fechado com ACM Neto (DEM) na Bahia e não vai dar a legenda para o ministro concorrer a governador. “Isso é pura bajulação”, garantiu um aliado de Neto à coluna sobre a foto.

Um bispo no meio do caminho…

O deputado federal Márcio Marinho (Republicanos) quer ser candidato ao Senado, mas na mesma chapa de ACM Neto (DEM). Ou seja, os planos de Roma e Roberta dependem ainda da retirada do bispo da Igreja Universal do meio do caminho.

Sonho da vice

O deputado estadual Ronaldo Carletto (PP) tem articulado dentro do partido para ser vice na chapa encabeçada pelo senador Jaques Wagner (PT) ao governo da Bahia. Outro que tem se movimentado nesse sentido é o prefeito de Itaberaba, Ricardo Mascarenhas (PP). Vale frisar que, pela legislação eleitoral, o atual vice-governador, João Leão, e o filho dele, o deputado federal Cacá Leão, ambos do PP, não podem disputar a vice.

Artilharia pesada

Depois de chamar o ex-companheiro de partido de “nhonho”, o deputado federal Arthur Maia (DEM) promoveu novos ataques contra o deputado federal Rodrigo Maia, que deixou o Democratas após lavar roupa suja em público com o presidente da sigla, ACM Neto. “Rodrigo Maia engavetou durante anos a lei que acabava com os supersalários. Queria adular o STF para conseguir um quarto mandato de presidente da Câmara. Deu-se muito mal”, escreveu Maia nas redes sociais. Ele comemorou o fato de o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ter pautado a matéria.

Na beira da estrada

Os deputados estaduais estão contanto os dias para ver vencido o contrato da Drive Locadora e Comércio de Veículos Eireli, que custou R$ 5.031.600,00. A empresa fornece os veículos que são utilizados pelos parlamentares. O presidente da Assembleia Legislativa, Adolfo Menezes (PSD), comentou, durante a votação das contas de 2018 do governador Rui Costa (PT), na quarta (7), que o martírio dos deputados chegaria ao fim. Uma nova licitação está correndo, já que o atual contrato vence em setembro. “A empresa cobrou um preço que não pode manter. Os carros quebram, demoram para repôr”, disse Menezes, neste domingo (11).

Faroeste

As novas denúncias no âmbito da Operação Faroeste que reforçam o suposto envolvimento do ex-secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, são um prato cheio para o candidato que for enfrentar o nome petista à sucessão de Rui Costa em 2022. “Se a corrupção de um funcionário do quarto escalão (do Ministério da Saúde) está dando munição para o impeachment de Bolsonaro, imagina um sistema de arapongagem e de proteção a criminosos realizado na SSP, pelo secretário? Pela lógica, se Bolsonaro é culpado, Rui não pode ser inocente”, disse um deputado que não quer nem petismo nem bolsonarismo em 2022.

16 posições

O 5º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário, apresentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontou o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5-BA) em 8ª lugar entre os órgãos da Justiça do Trabalho no ranking do Índice de Desempenho de Sustentabilidade (IDS). Isso significa aumento no desempenho, que passou de 35,8% em 2019, quando o Regional baiano ficou na 24ª posição, para 61,6% em 2020. A desembargadora Dalila Andrade, presidente do TRT da Bahia, diz que “o excelente resultado é fruto de uma política comprometida a fomentar e promover ações de sustentabilidade e responsabilidade social”.

12 de julho de 2021, 07:00

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