Rapidinhas: Fábio Mota e as urnas, a rebeldia dos herdeiros na Assembleia, os queixosos do MDB e as férias de Coronel
Alberico Goméz e equipe
Bafafá rubro-negro
Reeleito presidente do Vitória, Fábio Mota voltou a ser citado como potencial candidato em 2026, seja para a Assembleia ou para a Câmara Federal. O próprio dirigente tratou de alimentar as especulações ao provocar o deputado estadual Marcone Amaral (PSD), a quem derrotou na disputa pelo comando do clube, dizendo que pode reencontrá-lo “nas urnas”. A eventual entrada de Mota na corrida eleitoral preocupa o pessedista, que poderia ver parte expressiva de sua base minguar, sobretudo a massa rubro-negra.
Sinais políticos
A recondução de Fábio Mota à presidência do Vitória rendeu cumprimentos públicos de figuras de peso da política baiana, como o prefeito Bruno Reis (União), o ex-prefeito ACM Neto (União) e o senador Otto Alencar (PSD). O governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já chegou a sondar o dirigente para a base governista, preferiu não se manifestar, apesar de, rubro-negro, ter celebrado anteriormente a permanência do clube na Série A, cujo resultado também foi fruto do trabalho do trabalho de Mota.
Planos alterados
Os deputados federais Otto Alencar Filho (PSD) e Josias Gomes (PT) não eram as primeiras opções de seus padrinhos para as vagas abertas no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Até o ano passado, o senador Otto Alencar (PSD) defendia a indicação do também deputado federal Sérgio Brito (PSD), mas optou por prestigiar o herdeiro. Já Jerônimo Rodrigues (PT) chegou a trabalhar o nome do chefe da Casa Civil, Afonso Florente (PT), deputado federal licenciado, que optou por permanecer no governo e não se afastar da política. Sem coragem de demitir o amigo, o governador aceitou Josias.
Herdeiros rebeldes
Chamou atenção nos bastidores a adesão dos deputados estaduais Matheus Ferreira (MDB) e Angelo Coronel Filho (PSD) ao requerimento que pede a inscrição da candidatura do deputado estadual Luciano Araújo (Solidariedade) ao TCE. Filhos, respectivamente, do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) e do senador Angelo Coronel (PSD), ambos subscreveram o movimento que tenta abrir disputa contra o indicado do governo, Josias Gomes, para a vaga deixada pelo conselheiro Pedro Lino,gesto interpretado no Palácio de Ondina como sinal de desconforto político.
Desconfiança dupla
Nos bastidores da Assembleia, há quem leia o movimento de Luciano Araújo em tentar concorrer ao TCE contra o candidato do governo como um aceno ao campo de ACM Neto (União). A oposição, porém, segue com o pé atrás. O histórico pesa: em 2022, Luciano apoiou Neto ao governo e, logo após a vitória de Jerônimo, migrou para a base governista. Avaliação semelhante recai sobre Raimundinho da JR (PL), autor do requerimento que tenta viabilizar a candidatura do colega do Solidariedade ao tribunal. Também ele apoiou o ex-prefeito de Salvador e depois mudou de lado.
Coronel vai “adolfiar”
Após o último compromisso público do ano, no dia 26, em Jequié quando recebe o título de cidadão do município ao lado do prefeito Zé Cocá (PP), o senador Angelo Coronel (PSD) pretende tirar cerca de dez dias de férias. O roteiro inclui uma viagem ao exterior. À esposa, Eleusa Coronel, prometeu um recesso ficar distante das articulações políticas e não tratar de chapa majoritária. A aliados, brincou que vai “adolfiar”, em referência ao deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), conhecido pelo hábito de viajar com frequência.
Queixas emedebistas
Prefeitos do MDB se reuniram ontem (15), em um almoço em Salvador, sob o comando dos Vieira Lima, e o tom foi de cobrança ao governo do Estado. Dos 25 gestores presentes, vários reclamaram do não cumprimento de compromissos, sobretudo na execução de obras, o que acende o sinal de alerta para o desempenho eleitoral do partido em 2026. O deputado federal Ricardo Maia (MDB), que participou do encontro, reforçou as críticas e avaliou que o Palácio de Ondina tem dado mais atenção aos novos aliados do que aos parceiros históricos da sigla.
Furão em Feira
A confraternização de fim de ano promovida pelo grupo do ex-deputado Targino Machado movimentou os bastidores políticos de Feira de Santana no último final de semana. O encontro reuniu cerca de 100 suplentes de vereadores, além de familiares, e contou com a presença do prefeito de Conceição da Feira, João de Furão (PSD), reforçando o clima de alinhamento e articulação regional. Furão pretende renunciar ao mandato para concorrer a deputado estadual.













