Rapidinhas: Os despedidos de Coronel, o fico de Bacelar, a nova escala de Paulo Azi e a suspensão do cacau
Da Redação
Demissão à vista
Dois aliados do senador Angelo Coronel (PSD) devem deixar os cargos no governo Jerônimo Rodrigues (PT) ainda esta semana, alguns dias após o rompimento do pessedista com o PT baiano. Deixarão os cargos o diretor-geral da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agerba), Carlos Henrique de Azevedo Martins, e o presidente da Bahia Pesca, Daniel Benício Victória, indicado pelo deputado federal Diego Coronel (PSD), filho do congressista. Está praticamente definido que o comando da Agerba ficará com um indicado do presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, que é dono de empresa de transporte público.
Desistiu da luta
Diego Coronel queria adiar por mais tempo o rompimento entre do pai e Jerônimo, mas não houve alternativa. Ele queria estender a situação ao máximo na esperança de seguir ao lado do PT, convencendo Coronel a aceitar uma compensação por uma eventual perda pelo Senado. As reeleições de Diego e do outro filho de Coronel, o deputado estadual Angelo Filho (PSD), são consideradas tranquilas. Sobretudo a do federal.
Bacelar fica
O deputado federal João Carlos Bacelar (PV) decidiu que vai disputar a reeleição pelo PV. Ou seja, desistiu de retornar ao Avante, como chegou a especular. Achou que esse seria menos arriscado permanecer aonde está.
Nova escala
Causou surpresa na esquerda a escolha do deputado federal baiano Paulo Azi (União) como relator da proposta que trata do fim da escala 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Isso porque o parlamentar nunca se colocou como entusiasta da proposta. Dizem que a articulação a favor do aliado contou com o apoio direto de ACM Neto (União).
Pré-campanha
Mesmo preso, acusado de comandar um organização criminosa, o deputado estadual Binho Galinha (Avante) não deixa de fazer campanha. Essa semana, divulgou que que reforçou seu compromisso com os municípios baianos ao apresentar novas emendas impositivas voltadas para áreas tidas como essenciais, especialmente a saúde e o esporte.
Bancada evangélica
A Câmara Municipal de Feira de Santana consolida, em 2026, uma presença expressiva de vereadores evangélicos. O grupo ocupa 7 das 21 cadeiras — o equivalente a 33,3% da Casa da Cidadania. Levantamento do Portal Cidade Gospel mostra que, em 2020, os parlamentares cristãos somaram 16.480 votos. No último pleito, os sete eleitos alcançaram 32.249 votos, crescimento de quase 95%. O avanço evidencia o fortalecimento político do segmento na cidade.
Suspensão do cacau
A decisão do Ministério da Agricultura de suspender a importação de cacau da Costa do Marfim gerou comemorações e apreensão na Bahia. Enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) destacou suspeitas de uso de mão de obra escrava e apoiou a medida, setores econômicos do sul do estado demonstraram preocupação com possível desabastecimento. A Bahia ainda depende da importação para sustentar parte do mercado cacaueiro. O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) defendeu cautela e investigação rigorosa para evitar prejuízos à cadeia produtiva.












