domingo, 31 de maio de 2026

Relatório aponta que 18 indígenas foram assassinados na Bahia em 2023 por conta de conflitos por terras

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Da Redação

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou os números do relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil” na segunda-feira (22). O documento aponta que 18 indígenas foram assassinados na Bahia ao longo do ano de 2023.

O estudo mostra que todas as mortes em território baiano foram em cidades do sul e extremo sul do estado. A motivação também é a mesma: disputa de terras.

Na Bahia, pelo menos dois casos recentes tiveram grande repercussão. Um deles foi o homicídio do jovem Samuel Cristiano do Amor Divino, de 25 anos, e do adolescente Nawir Brito de Jesus, 17, em janeiro.

Eles foram mortos a tiros quando se deslocavam do Povoado de Montinho, no município de Itabela, para uma das fazendas ocupadas pelos povos Pataxó.

Já em dezembro, o cacique da aldeia Pataxó Hã-Hã-Hãe foi assassinado a tiros na estrada de Pau Brasil, em Itajú do Colônia. Representantes da Aldeia Caramuru Catarina Paraguaçu disseram que ele foi alvo de uma emboscada executada por pistoleiros.

Brasil

De modo geral, o relatório contabiliza 411 “violências contra a pessoa” direcionadas aos povos indígenas. Entre as agressões mais frequentes estão assassinatos (208 casos); ameaças (40); racismo e discriminação étnico-cultural (38); tentativa de assassinato (35); violência sexual (23); lesões corporais (18); homicídio culposo (17); ameaça de morte (17); e abuso de poder (15).

Os estados que concentram o maior número de ocorrências são Roraima (47 casos), Mato Grosso do Sul (43) e Amazonas (36).

O Cimi explica que os dados foram compilados a partir da base do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e de informações obtidas junto à Sesai via Lei de Acesso à Informação (LAI).

23 de julho de 2024, 09:00

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