sábado, 13 de junho de 2026

Republicanos querem eleger 10% dos prefeitos nas próximas eleições

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O Republicanos (ex-PRB) pretende lançar candidaturas próprias em importantes capitais e tem como meta ganhar 550 prefeituras, além de triplicar a bancada total de vereadores em 2020, segundo informa o Valor Econômico nesta quarta-feira (30). Hoje, a sigla administra 106 cidades, sendo o Rio de Janeiro o de maior visibilidade, e mantém 1.200 representantes.

O presidente nacional do Republicanos e primeiro vice-presidente da Câmara, deputado Marcos Pereira (SP), admite que a meta de eleger 10% dos prefeitos do país é ambiciosa, mas o partido tem se preparado para alcançá-la.

Nos últimos meses, lideranças da sigla discutiram não apenas a mudança de nome – de PRB para Republicanos – mas o reposicionamento programático, a fim de se firmar como um partido de centro-direita, liberal na economia e conservador nos costumes.

O objetivo é figurar como um dos oito partidos que deverá sobreviver à última etapa da cláusula de desempenho, em 2026.

O partido acredita que tem boas chances de reeleger Marcelo Crivella no Rio de Janeiro, apesar do desgaste da atual gestão, e deve repetir a aposta no deputado federal Celso Russomanno em São Paulo. Outros nomes praticamente definidos são Amaro Neto em Vitória (ES), Wilson Acosta em Campo Grande (MS), Vavá Martins em Belém (PA) e Lindomar Garçon em Porto Velho (RO).

Os deputados Márcio Marinho e João Roma, da Bahia, são alternativas consideradas em Salvador caso o partido não apoie o candidato do prefeito ACM Neto, do DEM.

Para a cúpula do Republicanos, as novas regras eleitorais estimulam todos os partidos a ter candidaturas majoritárias nas capitais e na maior quantidade possível de cidades, a fim de alavancar seus aspirantes às câmaras municipais.

A nova regra decorre da reforma eleitoral promulgada em 2017, que instituiu cláusula de desempenho eleitoral para os partidos a partir das eleições gerais do ano passado. A mesma emenda estabeleceu o fim das coligações nas eleições proporcionais (deputados e vereadores) a partir de 2020. O objetivo é eliminar práticas até então usuais como a negociação do tempo de televisão pelas chamadas “legendas de aluguel” para inflar as coligações. Agora o puxador de votos será o candidato a prefeito. As informações são do Valor Econômico.

30 de outubro de 2019, 17:07

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