terça-feira, 12 de maio de 2026

Saída de Bruno Araújo do governo põe em cheque posição de Imbassahy

Cláudia Nogueira

A saída do deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE) do Ministério das Cidades tornou-se um problema para os colegas de ministério também tucanos Aloysio Nunes Ferreira e Antônio Imbassahy. Bruno deu o exemplo entregando o cargo de livre e espontânea vontade, mas Imbassahy e Aloysio são homens de confiança de Temer e não querem deixar o governo. Já a ministra Luislinda Valois não tem capital político para se manter no ministério ainda mais depois do episódio do acúmulo de salários.

Temer anunciou depois da saída de Bruno Araújo que a reforma ministerial começa em dezembro, o mercado se animou porque com a saída dos tucanos o Centrão ganharia mais espaço e o governo teria mais votos na Câmara para aprovar as reformas. Isso na teoria, pois Temer vai precisar também dos votos da bancada tucana de 46 deputados.

Imbassahy só pretendia deixar o cargo de ministro em abril, prazo máximo de descompatibilização para quem vai disputar as eleições em 2018. O fator Bruno Araújo pode antecipar a saída do tucano baiano do ministério, a não ser que o partido liberem Imbassahy e Aloysio Nunes Ferreira para que continuem na cota pessoal de Temer.

14 de novembro de 2017, 09:41

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