Sete anos após tragédia de Brumadinho, Justiça inicia audiências do caso
Da Redação
Sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 272 pessoas, a tragédia começa a ser analisada pela Justiça. As audiências de instrução terão início em 23 de fevereiro, na 2ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte, com previsão de se estenderem até maio de 2027.
Ao todo, 15 pessoas podem responder criminalmente pelo desastre: 11 ex-diretores, gerentes e engenheiros da Vale e quatro funcionários da empresa alemã TÜV SÜD, responsável por atestar a estabilidade da barragem. Ao final da fase de instrução, a Justiça poderá decidir se o caso será levado a júri popular.
O rompimento ocorreu em 25 de janeiro de 2019 e, passados 2.557 dias, ainda não houve responsabilização criminal. O caso de Brumadinho é frequentemente citado ao lado de outras tragédias ambientais no país, como Mariana (MG) e o afundamento do solo em Maceió (AL), que também seguem sem condenações penais.








