Silas Malafaia critica uso de igrejas para ajudar a criar partido
Redação
O pastor Silas Malafaia rechaçou a ideia de se convocar fiéis de igrejas evangélicas para coletar assinaturas visando a criação do Aliança pelo Brasil, novo partido de Jair Bolsonaro.
Malafaia disse em entrevista ao colunista do UOL, Chico Alves, ser contra “qualquer tentativa de instrumentalizar a igreja para partidos políticas”.
A afirmação contradiz a própria postura do pastor, que é líder do ministério Vitória em Cristo e presidente do Conselho de Pastores do Brasil, já que ele apoiou Bolsonaro desde o primeiro momento de campanha. Ele reitera, porém, que se trata de engajamento pessoal, e não pode ser confundido com alinhamento de igreja a partidos.
Líderes evangélicos, como Robson Rodovalho, presidente da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil, e o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, prometeram se empenhar na mobilização de fiéis para conseguir alcançar as 491 mil assinaturas até abril, prazo máximo para que a sigla possa ainda entrar nas eleições municipais de 2020.
Malafaia não poupou críticas aos religiosos. “Ficam aó uns puxa-sacos, querendo fazer graça para ganhar cartaz. Gente que quer aparecer na mídia, então tem que arrumar uns negócios para aparecer”.








