terça-feira, 16 de junho de 2026

Sítio de Atibaia representa menos de 1% do valor investigado no caso envolvendo filho de Lula

Foto: Reprodução/TV Folha

Redação

Peça-chave da Lava Jato, o valor de compra do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, representa menos de 1% do total de repasses suspeitos investigados na 69ª da operação, cujo alvo principal é um dos filhos do ex-presidente Lula, Fábio Luis, conhecido como Lulinha. As informações são da Folha de S. Paulo.

Na última terça-feira, a Polícia Federal cumpriu 47 mandados de busca e apreensão no âmbito da Mapa da Mina, fase da Lava Jato que pretende aprofundar investigações sobre o pagamento de despesas da família de Lula com recursos das empresas de telefonia Oi e Vivo. Endereços em Salvador também foram alvo de busca e apreensão da Polícia Federal.

As apurações indicam transferência nos valores de R$ 132 milhões pela Oi e R$ 40 milhões pela vivo a empresas de Lulinha, e de Jonas Suassuna, seu sócio em diversos empreendimentos, de 2004 a 2016.

Foi Susassuna que comprou, em 2010, o sítio com Fernando Bittar, filho de Jacó Bittar, amigo de Lula que atuou na fundação do PT. Segundo as investigações, Suassuna pagou R$ 1 milhão e Bittar pagou o restante. A suspeita da Lava Jato é que o valor da compra do terreno, ainda sem benfeitorias, tenha sido oriundo das transferências feitas pelas empresas de telefonia.

12 de dezembro de 2019, 11:01

Compartilhe: