terça-feira, 23 de junho de 2026

Sobreviventes e parentes de vítimas de tragédia em Mar Grande participam de missa de 2 anos do ocorrido

Foto: Alberto Maraux / SSPBA

Sobreviventes e parentes das pessoas que morreram no naufrágio da lancha Cavalo Marinho I, que virou na Baía de Todos-os-Santos, entre Salvador e a Ilha de Itaparica, no dia 24 de agosto de 2017, participaram de uma missa na manhã deste sábado (24). Ao todo, 19 pessoas morreram no acidente.

A missa deste sábado, data que marca dois anos da tragédia, foi realizada na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Mar Grande, na Ilha de Itaparica.

Os participantes da missa tinham uma fita preta nas blusas, em sinal de luto pelas vítimas. Ainda nesta manhã, as pessoas que participaram da cerimônia vão jogar flores ao mar, em homenagem às vítimas.

Enquanto a empresa responsável pela embarcação segue em operações, sobreviventes e familiares das 19 vítimas que morreram na tragédia continuam sem respostas da justiça, convivendo com a impunidade.

Na época do naufrágio, a Defensoria Pública chegou a ajuizar 46 ações contra a empresa CL Transportes Marítimos, sendo 41 delas na comarca de Itaparica e as outras cinco em Salvador. Hoje, 36 seguem sob a responsabilidade do órgão, já que cinco pessoas constituíram advogados particulares.

Em valores, a Defensoria Pública pediu no processo de danos morais – para as vítimas sobreviventes que perderam bens no acidente – cerca de R$ 100 mil. Para os familiares das vítimas que morreram, os valores de pedido de indenização não foram divulgados.

Na comarca de Itaparica, a Defensoria conseguiu, após pedir pela 3ª vez, que os bens do dono da CL Transportes – Livio Garcia Galvão Júnior – fossem bloqueados, para garantir o pagamento das indenizações, além de um percentual de 5% da arrecadação da empresa. No entanto, a Defensoria alega que a CL Transportes não tem depositado os valores determinados em juízo. As informações são do G1 Bahia.

24 de agosto de 2019, 14:15

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