STJ corta verbas extras de ministro afastado por denúncia de assédio sexual
Da Redação
O Superior Tribunal de Justiça suspendeu os penduricalhos pagos ao ministro Marco Buzzi, afastado desde fevereiro após denúncias de assédio sexual. Com a medida, a remuneração líquida do magistrado caiu de cerca de R$ 100 mil para R$ 35,1 mil em maio. O corte ocorreu três meses após o afastamento e segue regra do Conselho Nacional de Justiça que determina a suspensão de verbas extras em casos de afastamento durante processos disciplinares. A reportagem é do G1.
Segundo o Portal da Transparência do STJ, os valores suspensos incluem benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-moradia, auxílio-saúde e outras verbas indenizatórias. Antes da medida, os adicionais faziam o salário do ministro superar o teto constitucional do funcionalismo público. Mesmo com o corte, Buzzi ainda recebe salário bruto de cerca de R$ 44 mil, além de vantagens pessoais que elevam o total bruto para mais de R$ 61 mil.
O ministro responde a um Processo Administrativo Disciplinar e também é alvo de inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal. Uma jovem de 18 anos acusa Buzzi de assédio durante uma viagem em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A defesa do magistrado nega as acusações e afirma que não há provas concretas contra ele.







