Suspeito de executar técnicos de internet havia deixado presídio dois meses antes
Da redação
O traficante Jeferson Caíque Nunes dos Santos, conhecido como “Badalo”, integrante do Bonde do Maluco (BMD) e apontado como um dos autores do assassinato de três funcionários de uma empresa de internet em Salvador, havia deixado o presídio da capital baiana em outubro deste ano. A informação foi confirmada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) horas após a morte dele em confronto com policiais civis.
As vítimas — Ricardo Antônio da Silva Souza, de 44 anos, Jackson Santos Macedo, 41, e Patrick Vinícius dos Santos Horta, 28 — foram encontradas mortas na última terça-feira (16), no bairro do Alto do Cabrito, no subúrbio de Salvador, com marcas de tiros e mãos e pés amarrados.
Além da morte de Jeferson Caíque, outro suspeito de envolvimento no triplo homicídio foi preso neste domingo. Segundo a TV Bahia, trata-se de Jonatas Amorim Nascimento.
De acordo com a SSP-BA, Jeferson Caíque possuía antecedentes por roubo a banco com uso de explosivos e tráfico de drogas. Ele estava custodiado no Complexo Penitenciário da Mata Escura e obteve liberdade por meio de livramento condicional. Com o suspeito, a polícia localizou um celular pertencente a uma das vítimas.
A morte de Jeferson Caíque e a prisão de Jonatas ocorreram durante a Operação Signum Fractum, deflagrada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com ações simultâneas nos bairros de Marechal Rondon, São Marcos, Campinas de Pirajá e Massaranduba.
Durante a operação, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Um ponto de comercialização de drogas na localidade conhecida como “Osório”, em Campinas de Pirajá, foi desarticulado. No imóvel, policiais apreenderam porções de maconha, balanças de precisão e materiais para acondicionamento de entorpecentes.
Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado por retaliação de uma facção criminosa atuante no bairro de Marechal Rondon, sob a suspeita de que os técnicos estariam instalando câmeras de vigilância na área. Uma hipótese anterior — de cobrança de “pedágio” para atuação da empresa no bairro — foi descartada após a Planet Internet negar ter sofrido ameaças.
A operação contou com a participação de equipes do DHPP, do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), mobilizando mais de 50 policiais.
As ações de inteligência da Polícia Civil e o policiamento ostensivo da Polícia Militar seguem reforçados por tempo indeterminado na região de Marechal Rondon.








