sexta-feira, 22 de maio de 2026

‘Tapa na cara da opinião pública’, diz Arthur Maia sobre manobra de governistas para barrar convocações na CPMI dos atos de 8/1

Foto: José Cruz / Agência Brasil

Da Redação

Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas de 8 de janeiro, o deputado Arthur Maia (União Brasil) chamou de ‘tapa na cara’ a manobra realizada por parlamentares para aprovar requerimentos ue enquadram aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas rejeitaram os pedidos que miravam o Palácio do Planalto.

Segundo o Estadão, Maia pretende pressionar a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no colegiado e se disse “constrangido” com a posição dos governistas. O deputado baiano  prometeu pautar sucessivamente a convocação do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Gonçalves Dias.

“Independente de ser governistas ou oposicionistas, nós temos um discurso para apresentar para o Brasil e não há como você, com seriedade, tratar desse assunto ouvindo apenas as pessoas que interessam aos deputados governistas. Isso é uma falta de bom senso, é um tapa na cara da opinião pública e eu, enquanto presidente, me sinto absolutamente constrangido com essa situação”, disparou, em entrevista ao Estadão. “Ora, então vamos fazer uma CPMI que tem duas versões sem ter o contraditório?”, acrescentou.

Arthur Maia também criticou a rejeição dos requerimentos da oposição para ouvir o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha, e o ministro da Justiça, Flávio Dino. Segundo Maia, Dino está no “centro” da crise produzida na esteira dos atentados de 8 de janeiro. “É evidente que a segurança, no mínimo, falhou no 8 de janeiro”, disse o parlamentar.

“Se os órgãos de segurança vinculados ao Ministério da Justiça falharam, obviamente que o ministro, que é o chefe maior desse Ministério, precisa prestar esclarecimento sobre o que de fato aconteceu. Se foi um apagão? Mas é preciso que isso seja feito”, afirmou Maia.

“Não pode haver credibilidade se você tem lá vários requerimentos que buscam a oitiva de dezenas de pessoas – todas elas citadas pela mídia, pelos jornais, por toda a imprensa como umas figuras centrais do que aconteceu no dia 8 de janeiro – e, de repente, a maioria exclui dessa convocação todos os nomes que são ligados ao governo”, argumentou.

15 de junho de 2023, 08:55

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