terça-feira, 5 de maio de 2026

Taxa de desemprego se mantém estável na região metropolitana no mês de dezembro

As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador ficou estável em 23,8% da População Economicamente Ativa (PEA), entre novembro e dezembro de 2017. Segundo suas componentes, houve aumento da taxa de desemprego aberto, que passou de 16,8% para 17,2%, e declínio da taxa de desemprego oculto, que passou 7,0% para 6,5%. A Pesquisa de Emprego e Desemprego é analisada pela SEI em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a Fundação Seade do Estado de São Paulo, a Secretaria de Trabalho do Estado (Setre), e conta com o apoio do Fundo de Amparo ao Trabalhador do Ministério do Trabalho.

O contingente de desempregados foi estimado em 470 mil pessoas (mais 6 mil, em relação ao mês anterior). Este resultado decorreu da elevação da PEA (1,4%, ou o ingresso de 27 mil pessoas na força de trabalho da região) em número pouco superior ao acréscimo do nível de ocupação (1,4%, ou geração de 21 mil postos de trabalho) . A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 57,5%, em novembro, para 58,2%, em dezembro.

No mês de dezembro, o contingente de ocupados elevou-se em 1,4%, sendo estimado em 1.505 mil pessoas. Segundo os setores de atividade econômica analisados, houve acréscimo no Comércio e reparação de veículos (8,2% ou 24 mil) e relativa estabilidade na Indústria de transformação (0,9% ou 1 mil) e nos Serviços (0,3% ou 3 mil), enquanto declinou o contingente na Construção (-6,0% ou -7 mil).

Segundo posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados elevou-se (2,2% ou 21 mil), devido ao aumento no setor privado (3,0% ou 24 mil), já que houve declínio no setor público (-2,9% ou -4 mil). No setor privado, aumentou o número de empregados com carteira de trabalho assinada (2,8% ou 20 mil) e o daqueles sem registro em carteira (4,2% ou 4 mil). Houve, ainda, aumento no número de trabalhadores autônomos (1,5% ou 5 mil) e redução do contingente no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares, donos de negócio familiar, etc. (-3,4% ou -3 mil) e entre os empregados domésticos (-1,7% ou -2 mil).

Entre outubro e novembro de 2017, diminuiu o rendimento médio real dos ocupados (-1,8%) e, com menor intensidade, o dos assalariados (-0,7%). Em valores monetários, passaram a equivaler a R$ 1.412 e R$ 1.511, respectivamente. A massa de rendimentos reais retraiu-se entre os ocupados (-1,4%) e permaneceu relativamente estável para os assalariados (-0,2%). Nos dois casos, o resultado negativo derivou do declínio no rendimento médio real, já que, para ambos, o nível de ocupação elevou-se.

31 de janeiro de 2018, 12:55

Compartilhe: