segunda-feira, 4 de maio de 2026

Tecnologia brasileira usa biometria para identificar gado por focinho

Foto: AEN-PR/Divulgação

Da Redação

A pecuária brasileira acaba de ganhar uma ferramenta inusitada: um leitor biométrico capaz de identificar bois e vacas pelo focinho, em um processo rápido, sem contato físico e com precisão semelhante à da digital humana.

O sistema foi desenvolvido pela QR Cattle, empresa com sede no Rio Grande do Sul, e surge como alternativa complementar aos tradicionais brincos de identificação, usados em larga escala no país. A proposta é simples: associar cada animal a um “registro facial” único e permanente, capaz de oferecer informações completas sobre origem, saúde e trajetória dentro da cadeia produtiva.

“Não vamos concorrer com o brinco, ele é complementar. A biometria é o chassi e o brinco é a placa, simples assim. Vamos entregar a rastreabilidade que valoriza o produto e atende às regras do mercado”, explica Flávio Mallmann, um dos idealizadores do projeto.

A leitura do focinho leva apenas quatro segundos e, segundo os criadores da tecnologia, pode revolucionar a rastreabilidade na pecuária, uma demanda crescente nos mercados interno e externo. Além de atender exigências de controle sanitário, a inovação permite certificar que o animal não foi criado em área desmatada, por exemplo.

Hoje, a maior parte dos bovinos é rastreada por brincos auriculares, com dados como sexo, lote e data de nascimento. O novo sistema, no entanto, evita fraudes e dispensa contato direto, o que reduz o estresse do animal e facilita operações em larga escala.

Com foco em sustentabilidade e segurança alimentar, a QR Cattle aposta que a biometria deve se tornar um padrão nos próximos anos, especialmente em tempos de pressão ambiental sobre a agropecuária.

22 de julho de 2025, 16:20

Compartilhe: