Uma das manifestações culturais mais tradicionais do Recôncavo Baiano, a Festa do Terno de Reis foi celebrada no sábado (10), em Santo Amaro, marcando 72 anos de história. O evento reuniu moradores e visitantes e tomou as ruas da cidade com música, cortejos e manifestações populares.
Criada em 1954 por Rodrigo Velloso, filho de dona Canô e seu Zezinho, a festa se consolidou ao longo das décadas como um dos principais símbolos culturais do município. Nesta edição, a celebração prestou homenagem à professora Dida, responsável por manter viva, há mais de 30 anos, a tradição do Presépio Vivo, um dos momentos mais emblemáticos do evento.
O cantor Caetano Veloso, natural de Santo Amaro, também destacou a data nas redes sociais. “Santo Amaro não é só um lugar, é memória viva”, escreveu o artista ao comentar a importância da festa e da cidade.
A programação contou com apresentações de Reyzinho, Cortejo Afro e Samba Trator, além de outras atrações que animaram o público. As ruas ficaram lotadas durante todo o dia, refletindo a força da tradição que mobiliza a comunidade local.
Durante o Terno de Reis, grupos culturais percorrem a cidade em cortejo, entoando cânticos que narram a visita dos Reis Magos ao menino Jesus. Os participantes usam trajes coloridos e ornamentados, com personagens bíblicos, enquanto instrumentos como pandeiros, atabaques, tambores e reco-recos marcam o ritmo da celebração. Um dos pontos altos é a encenação do Presépio Vivo, realizada por moradores e aguardada todos os anos pelo público.