segunda-feira, 4 de maio de 2026

Tucano baiano se irrita com erros em aplicativo das prévias do PSDB

Foto: Divulgação

Da Redação

O clima dentro do PSDB não é nada bom às vésperas das prévias presidenciais do partido, que acontecem domingo (21). A situação piorou depois que a empresa de auditoria Kruptus, contratada pela sigla, encontrou sete falhas no aplicativo que será utilizado para recolher e contabilizara o resultado da disputa interna.

Ontem (15), em uma reunião virtual que contou com a presença do presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, e representantes das campanhas dos três presidenciáveis tucanos – os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, além do ex-prefeito de Manaus (AM), Arthur Virgílio -, houve desentendimentos e tensão.

Segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo, ex-deputado federal baiano João Almeida, que trabalha pela candidatura de Eduardo Leite partiu para cima Araújo. Almeida estava ao lado de outro ex-deputado federal baiano, Jutahy Júnior, que também apoia o governador gaúcho.

Na reunião, Bruno Araújo faz um desabafo ao ouvir o pedido de adiamento das prévias que partiu da campanha de Eduardo Leite. “Quem não queria o aplicativo, quer a eleição. E quem queria o aplicativo, não quer a eleição”, disse o presidente do PSDB.

João Almeida reagiu com agressividade. “Foi você quem conduziu para isso. Você que nos conduziu para esse ponto agora. Foi você. Que conduziu todo esse processo. Isso não serve”.

As campanhas de Doria e Arthur Virgílio publicaram nota conjunta dizendo que haviam sido “surpreendidas” pela posição pelo adiamento das prévias da equipe de Leite. Os dois “consideram o adiamento imoral e inaceitável”. Após isso, o governador gaúcho se manifestou no Twitter, dizendo que não defendia o adiamento e que não fazia “sentido” postergar a decisão. “Queremos todos os filiados com app em mãos e decidindo o futuro do PSDB no dia 21”, afirmou.

Até o fim da semana passada, mais de 22 mil pessoas já haviam se cadastrado no sistema, sendo a maioria eleitores de São Paulo. Prefeitos, governadores e vices, deputados federais e ex-dirigentes da legenda terão de votar pessoalmente, em Brasília. O restante dos eleitores usará o app, já que o PSDB não teria um plano B para a votação.

No cenário de disputa apertada e clima belicoso, o aplicativo é visto como um dos principais motivos para posterior questionamento do resultado e judicialização do processo. Também pode servir de brecha para que o perdedor decida deixar o PSDB. A união do partido após as prévias é um desafio.

Para caciques tucanos que acompanham o processo, haverá algum risco na votação pelo app, mas há segurança suficiente para realizar a votação no dia 21. As falhas apontadas por auditoria da empresa de segurança cibernética Kryptus estão sendo sanadas ou mitigadas até a data, segundo a Faurg.

16 de novembro de 2021, 17:30

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