Vacinação lenta adia expectativa de retomada dos pequenos negócios
Da Redação
O ritmo lento da vacinação no Brasil e as leves quedas da média móvel de novos casos e mortes ocorridas pela Covid-19 tem causado preocupação para os donos de micro e pequenas empresas em todo o País, que adiaram, em mais de um mês, a expectativa de retomada integral das atividades. É o que mostra a 11ª edição da pesquisa “O Impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae.
O estudo mais apurado dos dados mostra que os níveis de faturamento de mais da metade das micro e pequenas empresas só retornarão aos do pré-pandemia a partir de 10 de outubro. Na edição anterior, realizada em maio, essa data era estimada para 1º de setembro. O estudo foi feito a partir do cruzamento de dados da Fiocruz, do cronograma de vacinação do Ministério da Saúde e de dados de pesquisas do Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Os 9,5 milhões de pequenos negócios – o que corresponde a cerca de 54% do universo de Microempreendedores Individuais (MEI) e Micro e Pequenas Empresas (MPE) – têm esta data estimada por conta da previsão de que metade da população brasileira esteja vacinada com duas doses ou com doses do imunizante da Janssen, que é de dose única.
Dentre os setores com mais impacto e que deverão demorar ainda mais para a retomada, pois estão com o funcionamento interrompido temporariamente, destacam-se os da Economia Criativa, Turismo e Logística e Transporte. Já os setores que estão funcionando da mesma forma que antes da crise, se sobressaem os de Pet Shops e Serviços Veterinários, Tecnologia e Agronegócio, que representam mais de 30% dos negócios em atividade constante.
Ainda de acordo com a pesquisa, o movimento de recuperação do faturamento dos pequenos negócios foi interrompido. Na primeira edição da série, em março de 2020, o déficit geral no faturamento das empresas estava em 64%. Este percentual chegou a 70%, mas registrou diminuição gradativamente até o nível de 34%, em novembro do ano passado, mas voltou a aumentar, chegando a 43% de perda, em maio de 2021.
Negócios baianos buscam recuperação
Alinhados com a tendência nacional, os negócios baianos também têm sentido o impacto da vacinação lenta na população com a consequente demora na retomada integral das atividades. Quase metade das empresas (41,91%) estão com dívidas em atraso, postergadas ou, até mesmo, não pagas, e fluxo de caixa desequilibrado. Apenas 17,84% dos empresários entrevistados afirmaram estar com as contas em dia e com equilíbrio no tempo entre receitas e contas a pagar com perspectivas de antecipação de recebíveis.
Dentre as maiores dificuldades vivenciadas atualmente na gestão da empresa, 68,05% dos empresários baianos afirmaram que o maior desafio é equilibrar as finanças do negócio. Outro obstáculo relatado por 60,17% dos empreendedores no estado é o de manter o volume de vendas, enquanto 37,34% salientam a dificuldade em planejar as atividades do negócio diante da crise.
Além desses desafios apontados pelos empresários baianos, manter o quadro de funcionários é a maior dificuldade apontada por 23,65% dos entrevistados. Outro obstáculo encontrado pelos empreendedores também são a adaptação ao atendimento digital (19,09%) e conciliação do atendimento digital com o presencial (23,24%).
As informações são da Agência Sebrae de Notícias.








