As vendas de títulos públicos para pessoas físicas por meio do Tesouro Direto atingiram recorde histórico em março, segundo dados do Tesouro Nacional divulgados nesta segunda-feira (27). No período, foram negociados R$ 14,79 bilhões em papéis.
O volume é 79,2% maior que o registrado em fevereiro e 26,5% superior ao de março do ano passado. O principal fator para o resultado foi o vencimento de R$ 7,07 bilhões em títulos atrelados à Taxa Selic, que foram reinvestidos pelos próprios aplicadores.
Os papéis ligados à Selic lideraram a preferência dos investidores, respondendo por 52,7% das vendas. Já os títulos atrelados à inflação (IPCA) representaram 24%, enquanto os prefixados somaram 15,1%. Produtos mais recentes, como o Tesouro Renda+ e o Tesouro Educa+, tiveram participação menor.
O estoque total do programa chegou a R$ 234,4 bilhões, com alta mensal de 3,29% e crescimento de quase 42% em relação a março de 2025, impulsionado tanto pelos juros quanto pelo saldo positivo entre aplicações e resgates.
O número de investidores também avançou: o Tesouro Direto alcançou 35,1 milhões de cadastrados, com destaque para pequenos aplicadores — 73% das operações foram de até R$ 5 mil. A maior parte das aplicações se concentrou em títulos de curto prazo, de até cinco anos.
Criado em 2002, o programa permite que pessoas físicas invistam em títulos públicos pela internet, sendo uma das principais formas de o governo captar recursos para financiar suas atividades e pagar dívidas.