Vídeo: “Bora Baêa, minha porreta”, diz Herbert Conceição ao comemorar ouro
Da Redação
A Bahia tem dado alegrias ao Brasil nas Olímpiadas de Tóquio. Já foram três ouros em esportes individuais. Falta só o Esporte Clube Bahia, time do soteropolitano Herbert Conceição, vencedor do ouro no peso médio do box olímpico na madrugada de hoje (07), voltar a ganhar no Campeonato Brasileiro e dar ainda mais felicidade ao nosso campeão.
Em entrevista concedida logo após ganhar a medalha, Herbert saltou, antes do repórter encerrar a conversa, um “Bora Baêa, minha porreta”, grito típico dos torcedores do tricolor de aço. Em suas redes oficiais, o Bahia fez questão de parabenizar o atleta. “Sensacional. Representou e honrou a Nação do Esquadrão”, afirmou o clube.
“Foi uma surpresa para muita gente, mas não foi para mim”, disse Hebert comemorando o resultado após o pódio. “Eu sabia que ele seria um adversário muito duro, e muito sujo também, com golpes na nuca, e teve uma hora que também fui (reagindo), e pensei ‘agora são três minutos para mudar a cor da medalha’, e é só agradecer mesmo”, comentou o soteropolitano, que dedicou a medalha a todos os brasileiros.
“A pandemia nos atingiu, e há muitas pessoas muito tristes, e eu espero ter proporcionado um pouco de felicidade pra vocês”, continuou ele ao lembrar de gente próxima que morreu por conta do coronavírus e, também, dedicar o título à família, treinadores, à Marinha (onde está desde 2017) e aos torcedores.
Trajetória
O pugilista, de 23 anos, carrega junto das luvas o melhor do tradicional boxe da Bahia: fez carreira na Academia Champion, localizada na capital, diante da orientação de Luiz Dórea, tal qual Popó e Robson Conceição — a quem admira, mas não é parente, apesar do sobrenome em comum.
Nascido em Salvador e seis vezes campeão nacional, o caçula de três irmãs mais velhas ingressou na seleção brasileira aos 19 anos e soma medalhas de bronze nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba-2018 e no Mundial do ano seguinte, e prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019.
Conceição é tricampeão brasileiro de boxe no campeonato Elite, evento que é considerado o mais importante do país. Ele faturou as edições de 2017, 2018 e 2020 lutando na categoria peso-médio (até 75kg).
Ele ajudou o boxe do Brasil a ter a melhor campanha já realizada, superando os três pódios de Londres-2012, com a prata de Esquiva Falcão (médios) e bronzes de Yamaguchi Falcão (meio-pesado) e Adriana Araújo (leve). Antes deles, apenas Servílio de Oliveira havia ganhado um bronze na Cidade do México-1968.








