Vorcaro assina termo e inicia negociações para delação em caso de fraude do Banco Master
Da Redação
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com autoridades responsáveis pela investigação de fraudes envolvendo o Banco Master. O documento representa a primeira etapa formal para a abertura de negociações de um acordo de colaboração premiada.
O termo foi firmado entre o investigado, sua defesa, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal.
Também nesta quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde passará a discutir os termos do possível acordo. A transferência foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
A operação foi realizada com uso de helicóptero e sob esquema de segurança reforçado. Na nova unidade, as condições de custódia são menos restritivas do que no sistema penitenciário federal, permitindo maior contato com a defesa.
A partir de agora, Vorcaro inicia reuniões internas com seus advogados para organizar as informações que poderão embasar a colaboração. Em etapa posterior, o material será apresentado às autoridades, que farão a análise e validação dos dados antes da formalização de depoimentos.
A defesa do ex-banqueiro passou a ser conduzida pelo advogado José Luís Oliveira Lima, com experiência em acordos de delação em casos de grande repercussão.
Vorcaro foi preso inicialmente em novembro, no Aeroporto de Guarulhos, ao tentar embarcar para o exterior. Ele foi solto dias depois, mas voltou a ser detido em março, durante nova fase da Operação Compliance Zero, que também apura irregularidades envolvendo servidores do Banco Central.
O Banco Master, já liquidado, teria causado prejuízos superiores a R$ 50 bilhões, afetando o Fundo Garantidor de Créditos e fundos de pensão.
Na quarta-feira (18), Mendonça prorrogou por mais 60 dias o inquérito que investiga fraudes relacionadas à tentativa de aquisição do banco pelo Banco de Brasília. Segundo o ministro, a medida é necessária diante do volume de provas ainda em análise.








