Weintraub reitera acusações contra universidades federais e afirma que campi são espaços de “refúgio” para traficantes
Redação
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou de uma audiência na Câmara dos Deputados, na manhã desta quarta-feira (11), onde voltou a afirmar que existem plantações de maconha e produção de drogas sintéticas em universidades federais. O ministro disse ainda que as plantações são um reflexo do consumo de drogas em universidades.
Weintraub ressaltou que as polícias militares não podem entrar nos campi universitários e que, segundo ele, dessa forma, os traficantes encontram “refúgio” nesses espaços.
O clima foi tenso durante toda a sessão. Houve bate-boca entre o ministro e deputados da oposição. Para justificar suas afirmações, Weintraub apresentou uma matéria de um telejornal, que mostrava uma plantação de maconha no campus da Universidade de Brasília (UnB). No entanto, deputados afirmaram se tratar de um caso pontual.
O ministro reiterou que nunca culpou reitores e funcionários pelas acusações que fez. Weintraub lembrou que é professor concursado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e disse que o país está vivendo a maior revolução no ensino nos últimos 20 anos.
“Eu adoraria ter sido convidado para falar sobre o que eu fiz, o que o MEC fez, que é a maior revolução na real de ensino no Brasil nos últimos 20 anos. Estamos vivendo a maior revolução na área de ensino, o símbolo máximo é que sai o kit gay e entra livros para as crianças lerem com os pais”, declarou.
As acusações, sem provas, do ministro foram feitas no final de novembro. Ele afirmou, na ocasião, que as universidades federais possuem “plantações extensivas de maconha” e utilizam laboratórios para produção de drogas sintéticas. A declaração foi rechaçada por reitores das universidades e organizações ligadas à educação.








