“O objetivo é entregar a vacina ao Brasil ainda este ano”, diz presidente da AstraZeneca
Da Redação
A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Universidade Oxford em parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca é a opção que está na fase mais adiantada de testes em humanos, além de ser considerado o mais promissor até o momento. Segundo o presidente da farmacêutica, o objetivo é que ela seja entregue ao Brasil ainda este ano.
A Veja ouviu Fraser Hall, presidente da AstraZeneca Brasil. Em decisões inéditas, a empresa se comprometeu a comercializar a vacina sem nenhum lucro durante a pandemia e anunciou o início da produção do imunizante antes mesmo da validação de sua eficácia. Embora seja uma estratégia de risco, é a única forma de a AstraZeneca cumprir a meta estabelecida publicamente de entregar 400 milhões de doses da vacinas entre setembro e outubro.
Questionado pela revista sobre o desenvolvimento dos estudos, ele afirmou: “A pesquisa será realizada em pessoas saudáveis que trabalham no sistema de saúde. Precisamos de pessoas que estejam expostas ao vírus, mas que não tenham contraído a doença, porque se isso aconteceu, elas já tem anticorpos contra o vírus, que é exatamente o que a vacina faz. Assim que essas pessoas forem recrutadas, começamos a aplicação das vacinas e a expectativa é ter resultados preliminares em agosto ou início de setembro”.
Segundo Fraser Hall, atualmente a pesquisa está no Reino Unido, com 10.000 voluntários, nos EUA com 30.000 voluntários e 2.000 no Brasil. “Em breve outros países da África podem ser incluídos pelo segundo motivo que trouxe o estudo ao Brasil, que é o avanço da epidemia nesses locais”, disse à Veja.
Sobre a previsão de a vacina estar disponível no Brasil, ele afirmou: “Eu não posso confirmar quando ela estará disponível, mas eu posso te dizer qual é o nosso objetivo, qual é o prazo com o qual estamos trabalhando. Nosso objetivo é entregar as doses ainda este ano. Espero que nas próximas semanas, antes do final de junho, nós possamos anunciar tanto o número de doses solicitadas pelo Brasil como a forma como poderemos entregar essas doses para o país”.








