Advogado Wassef nega ter escondido Queiroz em Atibaia
Da Redação
O advogado Frededick Wassef – dono do escritório de advocacia onde foi preso Fabrício Queiroz, em Atibaia (SP) – informou neste sábado (20) que em breve irá explicar por que o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro estava no local há cerca de um ano. Ele nega tê-lo escondido.
O defensor contradiz a afirmação da advogada Karina Kufa de que ele não representaria o presidente Jair Bolsonaro. Wassef afirma ser advogado do presidente e do filho Flávio. Neste sábado (20), em entrevista ao Jornal Nacional, Frederick Wassef informou que estaria a caminho de Atibaia para verificar o que aconteceu no escritório de advocacia (onde Queiroz foi preso). Ele também disse que iria a um outro endereço na mesma cidade, para onde teriam sido levados os objetos do escritório.
Em 22 de julho de 2019, em entrevista ao Jornal Nacional, Wassef declarou que não conhecia Queiroz. Ela também declara que não é o “anjo” que aparece nas mensagens entre Queiroz e sua mulher, Márcia Oliveira (foragida), interceptadas pela polícia. Nas mensagens Márcia pergunta a Queiroz se ele está na casa do “anjo” e ele responde que sim.
No entanto, a casa em Atibaia em que Fabrício Queiroz foi preso na quinta-feira, de manhã, está registrada como escritório de advocacia de Frederick Wassef. Três dias após a prisão do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, o advogado ainda não explica o que Queiroz fazia na casa dele.
Wassef afirma que não escondeu Queiroz, que “ele não estava escondido, simplesmente porque sequer estava sendo procurado”, justificou. O advogado se diz estar sendo vítima de calúnias e difamações e que em breve irá explicar tudo.
Diligência
De acordo com o caseiro do imóvel onde Queiroz foi preso, ele estava residindo no local há cerca de um ano. O fato é confirmado por Ivalda Aleixo, delegada da Divisão de Capturas de São Paulo. Ela aponta que “o local não aparentava ser um escritório de advocacia, mas sim uma casa comum”.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (Campinas), Daniel Blikstein, relatou que quando se trata de um a diligência policial a um escritório de advocacia, a ordem é convocada a acompanhar a ação, a fim de preservar as prerrogativas da profissão. “Não foram encontrados indícios de que se tratava de um escritório de advocacia no interior da residência, dentro dos cômodos em que tivemos acesso. A pessoa procurada pelo mandado também não era advogado e nem os caseiros que residiam no imóvel eram advogados”, explicou.








