Radialista de Feira de Santana é acusado de pedofilia
Da Redação
Rogério Magalhães, de 53 anos, um dos radialistas mais conhecidos de Feira de Santana, está sendo acusado de abusar sexualmente de uma enteada e de uma filha. A denúncia foi feita inicialmente por uma das filhas da artesã Eleonora Sampaio, com quem o radialista foi casado até a conturbada separação. A história foi relevada hoje (20) pelo Blog do Velame.
Rogério é o apresentador de um dos programas mais antigos da Sociedade News/Princesa FM de Feira de Santana, grupo católico controlada pela Fundação Santo Antônio dos Frades Capuchinhos. Após a separação de um casamento conturbado, marcado pela violência doméstica, Eleonora passou a frequentar delegacias em busca de proteção, já que diz ter sua vida ameaçada diversas vezes pelo ex-marido.
Uma das suas filhas, que tem hoje 37 anos, se propôs a testemunhar em favor da mãe e revelou que fora abusada dos 6 aos 12 anos de idade pelo então padrasto. A partir dessa revelação, mais um depoimento chocou a família. A filha do casal também relatou que sofreu abuso.
De acordo com a artesã, suas filhas nunca revelaram os abusos sofridos por ser algo que as feria muito, mas as convenceu de denunciar mesmo tendo passado tanto tempo. “Quando minhas filhas me contaram, eu falei que ele precisava ser denunciado porque a gente tem três netas e muitas crianças podem ter passado por isso”, desabafou.
Inquérito
Há seis meses a família tomou conhecimento dos abusos. No mês de abril as vítimas foram até a polícia que intimou o radialista para depor na última semana, mas apresentou um atestado médico, alegando estar com Covid-19. O Blog do Velame tentou entrar em contato com Rogério, mas não foi atendido.
O advogado de defesa do radialista, Andrei Smith, informou que o seu cliente está internado por complicações da doença, mas seu quadro de saúde é estável. Ele disse ainda que não teve acesso ao inquérito e que vai se pronunciar assim que acessar os autos.
A delegada titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), Clécia Vasconcelos, contou que o inquérito está parado na delegacia pela ausência do depoimento do radialista. Segundo a delegada, o atestado médico apresentado por ele é válido até quinta-feira (20). Ainda de acordo com Clécia, ele será intimado novamente e, após prestar depoimento, o inquérito será remetido à Justiça para que não haja chance de o crime prescrever.








